Hímen Imperfurado: Diagnóstico e Manejo Cirúrgico

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 13 anos comparece à consulta em Unidade Básica de Saúde informando que, há quatro meses, vem apresentando dor tipo cólica na região supra púbica, mensal, de moderada a forte intensidade, com duração de três dias, sendo necessário tomar analgésicos de 6/6 horas. Ainda não teve menarca. Ao exame clínico, não apresenta massas abdominais ou pélvicas. As mamas e pêlos pubianos são compatíveis com 13 anos e na genitália externa observa-se abaulamento do hímen sem abertura. A ultrassonografia pélvica de outubro de 2020 mostrou útero de dimensões normais, endométrio homogêneo medindo 0,5cm, ovários normais, imagem sugestiva de sangue no interior da vagina, formando uma massa com dimensões de 5,9cm x 4,8cm x 3,8cm. Qual a conduta MAIS ADEQUADA para essa paciente?

Alternativas

  1. A) Pedir avaliação de especialista em adolescência
  2. B) Encaminhar para incisão no hímen e drenagem do conteúdo vaginal
  3. C) Indicar realização de estudo cromossômico
  4. D) Solicitar radiografia simples de abdome

Pérola Clínica

Adolescente com amenorreia primária + dor pélvica cíclica + abaulamento do hímen + USG com sangue vaginal → Hímen imperfurado = Incisão e drenagem.

Resumo-Chave

A paciente apresenta um quadro clássico de hímen imperfurado, uma anomalia congênita que impede o fluxo menstrual, resultando em criptomenorreia (menstruação retida) e hematocolpo (acúmulo de sangue na vagina). A conduta mais adequada é a incisão cirúrgica do hímen para drenagem do conteúdo.

Contexto Educacional

O hímen imperfurado é uma anomalia congênita do trato reprodutor feminino, caracterizada pela ausência de abertura no hímen, impedindo o fluxo menstrual. É a causa mais comum de obstrução do trato de saída vaginal e de amenorreia primária com útero presente. Geralmente, manifesta-se na puberdade, quando a menarca deveria ocorrer, mas o sangue menstrual fica retido. A fisiopatologia envolve o acúmulo progressivo de sangue menstrual na vagina (hematocolpo), que pode se estender ao útero (hematometra) e até às tubas uterinas (hematossalpinge). Isso causa dor pélvica cíclica de intensidade crescente, tipo cólica, que não é aliviada pela menstruação. Ao exame físico, observa-se um abaulamento azulado ou arroxeado do hímen. A ultrassonografia pélvica é fundamental para confirmar o diagnóstico, mostrando o útero e ovários de dimensões normais e a coleção líquida (sangue) na vagina. A conduta para o hímen imperfurado é cirúrgica e relativamente simples: uma incisão cruciforme ou circular no hímen (himenotomia ou himenectomia) para permitir a drenagem do sangue acumulado. Este procedimento alivia a dor, restabelece o fluxo menstrual e previne complicações a longo prazo, como endometriose, infecções ou comprometimento da fertilidade. Residentes devem estar aptos a reconhecer e manejar essa condição prontamente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos do hímen imperfurado em adolescentes?

Os sintomas clássicos incluem amenorreia primária (ausência de menarca), dor pélvica cíclica (tipo cólica) que piora a cada mês, e, ao exame físico, um abaulamento azulado do hímen devido ao acúmulo de sangue (hematocolpo).

Como o diagnóstico de hímen imperfurado é confirmado?

O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas e exame físico. A ultrassonografia pélvica confirma a presença de útero e ovários normais e evidencia o acúmulo de sangue na vagina (hematocolpo), corroborando a obstrução.

Qual a conduta mais adequada para o hímen imperfurado?

A conduta mais adequada é a incisão cirúrgica do hímen (himenotomia ou himenectomia) para permitir a drenagem do sangue menstrual acumulado. Este procedimento simples alivia os sintomas e previne complicações como endometriose ou infecções.

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