Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2023
O distúrbio anatômico mais comum da puberdade é:
Hímen imperfurado = distúrbio anatômico mais comum da puberdade, causando amenorreia primária por obstrução do fluxo menstrual.
O hímen imperfurado é a anomalia congênita mais frequente do trato reprodutor feminino que se manifesta na puberdade. Caracteriza-se pela ausência de orifício no hímen, impedindo o fluxo menstrual e levando a amenorreia primária e acúmulo de sangue na vagina (hematocolpo).
O hímen imperfurado é a anomalia congênita obstrutiva mais comum do trato reprodutor feminino, manifestando-se tipicamente na puberdade. Esta condição ocorre devido a uma falha na canalização completa do hímen durante o desenvolvimento fetal, resultando em uma membrana que oclui totalmente a abertura vaginal. Embora seja uma anomalia relativamente simples, suas consequências podem ser significativas se não diagnosticada e tratada precocemente. Clinicamente, o hímen imperfurado geralmente se apresenta como amenorreia primária em uma adolescente que já desenvolveu caracteres sexuais secundários (telarca, pubarca), mas não menstrua. A dor abdominal cíclica é um sintoma chave, resultante do acúmulo de sangue menstrual na vagina (hematocolpo), que pode se estender ao útero (hematometra) e até às tubas uterinas (hematossalpinge). O exame físico revela um hímen abaulado e azulado, sem orifício, e a ultrassonografia pélvica confirma o diagnóstico ao demonstrar o acúmulo de líquido na vagina. O tratamento é cirúrgico e consiste em uma incisão no hímen (himenectomia) para permitir a drenagem do sangue menstrual. Este procedimento é geralmente simples, seguro e curativo, restaurando a função menstrual normal e aliviando os sintomas. O diagnóstico e tratamento precoces são importantes para prevenir complicações como endometriose e infertilidade, embora estas sejam raras. É crucial diferenciar o hímen imperfurado de outras causas de amenorreia primária, como a Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser, que envolve malformações mais complexas.
Os sintomas mais comuns incluem amenorreia primária (ausência de menstruação após a idade esperada), dor abdominal cíclica (devido ao acúmulo de sangue), massa pélvica palpável (hematocolpo) e, em casos mais avançados, sintomas urinários ou intestinais por compressão.
O diagnóstico é feito principalmente pelo exame físico, que revela um hímen abaulado e sem orifício. A ultrassonografia pélvica pode confirmar a presença de hematocolpo (acúmulo de sangue na vagina) e excluir outras anomalias do trato reprodutor superior.
O tratamento é cirúrgico e consiste em uma himenectomia, que é a incisão em cruz ou radial do hímen para criar um orifício e permitir o fluxo menstrual. Este procedimento geralmente é simples e tem um prognóstico excelente, restaurando a função menstrual e aliviando os sintomas.
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