SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
Paciente com 14 anos, procura atendimento devido queixa de dor pélvica. Paciente refere que nunca menstruou. Nega início da vida sexual. Ao exame ginecológico, observa-se desenvolvimento de caracteres sexuais secundários normais para a faixa etária, útero aumentado de volume e, à manobra de Valsalva, visualiza-se abaulamento e intróito vaginal. A ultrassonografia evidencia hematométrio e hematocolpo com ovários normais. O diagnóstico mais provável é:
Amenorreia primária com caracteres sexuais secundários normais e dor pélvica cíclica → obstrução do trato de saída, como hímen imperfurado.
A paciente apresenta amenorreia primária com desenvolvimento puberal normal, dor pélvica cíclica e achados de hematocolpo e hematométrio. Isso é clássico de uma obstrução ao fluxo menstrual, sendo o hímen imperfurado a causa mais comum e compatível com o abaulamento no intróito vaginal.
O hímen imperfurado é uma malformação congênita do trato genital feminino, caracterizada pela ausência de abertura no hímen, impedindo o fluxo menstrual. É a causa mais comum de obstrução do trato de saída vaginal e uma das etiologias de amenorreia primária. Geralmente é diagnosticado na puberdade, quando a menina inicia a produção hormonal e o sangramento menstrual, que fica retido. A fisiopatologia envolve o acúmulo de sangue menstrual na vagina (hematocolpo) e, posteriormente, no útero (hematométrio) e até nas tubas uterinas (hematossalpinge). Os sintomas clássicos incluem amenorreia primária, dor pélvica cíclica que piora a cada mês, massa abdominal palpável e, em casos mais graves, sintomas compressivos como disúria ou constipação. O exame físico revela caracteres sexuais secundários desenvolvidos e um abaulamento azulado no intróito vaginal. A ultrassonografia pélvica confirma a presença de hematocolpo e/ou hematométrio com útero e ovários de tamanho normal. O tratamento é cirúrgico e consiste na himenotomia, uma incisão no hímen para permitir a drenagem do sangue acumulado. O prognóstico é geralmente excelente após a correção, com restauração da função menstrual e reprodutiva. É fundamental o diagnóstico diferencial com outras causas de amenorreia primária, como a Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser, que envolve agenesia uterina e vaginal, mas sem acúmulo de sangue.
Os sintomas incluem amenorreia primária (nunca menstruou), dor pélvica cíclica (que piora mensalmente), dor abdominal, e, em casos avançados, retenção urinária ou constipação devido à massa pélvica.
O diagnóstico é feito pela história clínica de amenorreia primária e dor pélvica, exame físico que revela um abaulamento azulado no intróito vaginal e ultrassonografia pélvica que demonstra hematocolpo (sangue na vagina) e/ou hematométrio (sangue no útero).
No hímen imperfurado, há um útero e ovários normais, com obstrução apenas na saída vaginal. Na MRKH, há agenesia ou hipoplasia uterina e vaginal, com ovários normais, resultando em amenorreia primária sem acúmulo de sangue.
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