Hímen Imperfurado: Diagnóstico e Manejo na Adolescência

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2026

Enunciado

Adolescente de 11 anos apresenta dor abdominal cíclica há 3 meses. Sem história de menarca. Ao exame ginecológico: hímen abaulado e indolor. Qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Endometriose.
  2. B) Hímen imperfurado.
  3. C) Apendicite aguda.
  4. D) Mioma uterino.

Pérola Clínica

Amenorreia primária + dor cíclica + hímen abaulado/azulado = Hímen imperfurado.

Resumo-Chave

O hímen imperfurado causa obstrução do trato de saída, resultando em hematocolpo. O diagnóstico é clínico através da inspeção genital.

Contexto Educacional

O hímen imperfurado é a malformação obstrutiva mais comum do trato genital feminino. Manifesta-se tipicamente na puberdade, quando o início da menstruação leva ao acúmulo de sangue retro-himenal. A apresentação clássica é a dor abdominal ou pélvica cíclica em uma paciente com caracteres sexuais secundários desenvolvidos, mas sem menarca (amenorreia primária). O exame físico é diagnóstico, revelando uma membrana himenal tensa e frequentemente de coloração azulada/arroxeada pelo sangue retido. O reconhecimento precoce é fundamental para prevenir complicações como hematossalpinge e endometriose.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar hímen imperfurado de agenesia vaginal?

No hímen imperfurado, há abaulamento da membrana himenal devido ao acúmulo de sangue (hematocolpo), visível ao exame físico. Na agenesia vaginal (Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser), a vagina é curta ou ausente e não há abaulamento, pois o útero geralmente também é malformado ou ausente.

Qual o tratamento definitivo para o hímen imperfurado?

O tratamento é cirúrgico, consistindo na himenotomia ou himenectomia (geralmente em cruz ou em T) para drenar o conteúdo retido e criar uma abertura permanente. O procedimento deve ser realizado com técnica asséptica para evitar infecções ascendentes.

Quais as complicações do hematocolpo não tratado?

Se não tratado, o acúmulo de sangue pode progredir para hematometra (sangue no útero) e hematossalpinge (sangue nas tubas), podendo causar endometriose retrógrada, dor pélvica crônica e infertilidade futura.

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