UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
Dentro da propedêutica fetal, alguns marcadores são utilizados em diversas fases fetais para predição de eventos adversos. Analisando a presente figura, observa-se:
Higroma cístico fetal = Anormalidade associada à Síndrome de Turner (monossomia X).
O higroma cístico é uma malformação congênita do sistema linfático, caracterizada por cistos preenchidos por líquido, frequentemente localizados na região cervical fetal. É um importante marcador ultrassonográfico de aneuploidias, sendo fortemente associado à Síndrome de Turner (45,X), mas também podendo ocorrer em outras trissomias.
A propedêutica fetal, através da ultrassonografia, desempenha um papel crucial na detecção precoce de anomalias e marcadores de risco para síndromes genéticas. A identificação de achados como o higroma cístico é um momento crítico no acompanhamento pré-natal, pois direciona a investigação e o aconselhamento dos pais. O higroma cístico é uma dilatação congênita dos vasos linfáticos, que se manifesta como uma massa cística, geralmente na região posterior do pescoço do feto, mas pode ocorrer em outras localizações. Este achado ultrassonográfico é um forte preditor de aneuploidias cromossômicas, sendo a Síndrome de Turner (monossomia do cromossomo X) a associação mais comum. No entanto, o higroma cístico também pode ser encontrado em fetos com Síndrome de Down (Trissomia do 21), Síndrome de Edwards (Trissomia do 18) e Síndrome de Patau (Trissomia do 13), além de outras síndromes genéticas e malformações não cromossômicas. A presença de um higroma cístico isolado, sem outras anomalias estruturais, ainda confere um risco aumentado para aneuploidias. Diante da detecção de um higroma cístico, a conduta inclui o aconselhamento genético detalhado aos pais, a oferta de exames invasivos para cariótipo fetal (como amniocentese ou biópsia de vilo corial) para confirmar ou excluir uma anomalia cromossômica, e o acompanhamento ultrassonográfico seriado para monitorar a evolução do higroma e a busca por outras malformações. O prognóstico varia amplamente dependendo da causa subjacente e da presença de outras anomalias, sendo essencial uma abordagem multidisciplinar para o manejo desses casos.
O higroma cístico fetal é uma malformação linfática congênita, visível na ultrassonografia como cistos na região cervical. Sua importância reside em ser um forte marcador de risco para aneuploidias cromossômicas, como a Síndrome de Turner e outras trissomias, exigindo investigação genética adicional.
A Síndrome de Turner (monossomia do X, 45,X) é a principal síndrome cromossômica associada ao higroma cístico. Outras aneuploidias, como as trissomias do 13, 18 e 21, também podem estar relacionadas, mas a associação com a Síndrome de Turner é particularmente forte.
Após a detecção de um higroma cístico, os próximos passos incluem aconselhamento genético, cariótipo fetal (por amniocentese ou biópsia de vilo corial) para confirmar ou excluir aneuploidias, e ultrassonografias seriadas para monitorar o desenvolvimento fetal e identificar outras anomalias associadas.
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