Infecções Hospitalares: Prevenção e Controle Essencial

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020

Enunciado

Em relação às infecções hospitalares, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A lavagem das mãos antes e após a manipulação dos pacientes é a melhor maneira dese prevenir infecções cruzadas nas enfermarias cirúrgicas.
  2. B) A realimentação precoce do paciente cirúrgico é uma das medidas que aumentam a incidência de infecção pós-operatória, por predispor a pneumonia aspirativa.
  3. C) A antibioticoterapia profilática deve ser mantida por pelo menos 48 horas, no pós-operatório de cirurgia eletiva, para conseguir reduzir a incidência de infecções hospitalares.
  4. D) A posição elevada do paciente entre 30 e 45 graus não interfere na incidência de pneumonia associada a ventilação mecânica.
  5. E) O Staphylococcus aureus é o principal agente responsável por infecção hospitalar em pacientes graves.

Pérola Clínica

Higienização das mãos antes e após contato com paciente → principal medida para prevenir infecções hospitalares e cruzadas.

Resumo-Chave

A adesão rigorosa à higienização das mãos é a estratégia mais eficaz e custo-efetiva para reduzir a transmissão de microrganismos e a incidência de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), protegendo tanto pacientes quanto profissionais.

Contexto Educacional

As infecções hospitalares, ou infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), representam um grave problema de saúde pública, aumentando a morbidade, mortalidade e os custos hospitalares. Elas são definidas como infecções adquiridas durante a internação ou após a alta, que não estavam presentes ou em incubação na admissão. A vigilância epidemiológica e a implementação de protocolos rigorosos são essenciais para o controle dessas infecções. A prevenção das IRAS baseia-se em um conjunto de medidas, sendo a higienização das mãos a mais crítica e eficaz. Outras estratégias incluem a esterilização e desinfecção de artigos, uso racional de antimicrobianos, técnicas assépticas em procedimentos invasivos e a educação continuada dos profissionais. A compreensão da cadeia de transmissão e dos fatores de risco é fundamental para a implementação de barreiras eficazes. O manejo adequado do paciente cirúrgico, por exemplo, envolve a antibioticoprofilaxia de curta duração (geralmente uma dose pré-operatória e, no máximo, até 24 horas), a realimentação precoce (quando clinicamente indicada) para otimizar a recuperação intestinal e a elevação da cabeceira do leito para pacientes em ventilação mecânica, visando reduzir o risco de pneumonia aspirativa. A adesão a essas práticas é vital para a segurança do paciente e para a redução da incidência de IRAS.

Perguntas Frequentes

Qual a principal medida para prevenir infecções hospitalares?

A higienização das mãos, antes e após o contato com o paciente e seus arredores, é a medida mais eficaz e comprovada para prevenir a transmissão de microrganismos e reduzir as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS).

Por que a antibioticoterapia profilática não deve ser prolongada?

A antibioticoterapia profilática prolongada (além de 24 horas) não oferece benefício adicional na prevenção de infecções cirúrgicas e, ao contrário, aumenta o risco de resistência antimicrobiana e efeitos adversos, como a colite pseudomembranosa.

Como a posição do paciente impacta a pneumonia associada à ventilação mecânica?

Manter a cabeceira do leito elevada entre 30 e 45 graus é uma medida fundamental para prevenir a pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), pois reduz o risco de aspiração de secreções orofaríngeas e gástricas.

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