HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020
Em relação às infecções hospitalares, é correto afirmar:
Higienização das mãos antes e após contato com paciente → principal medida para prevenir infecções hospitalares e cruzadas.
A adesão rigorosa à higienização das mãos é a estratégia mais eficaz e custo-efetiva para reduzir a transmissão de microrganismos e a incidência de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), protegendo tanto pacientes quanto profissionais.
As infecções hospitalares, ou infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), representam um grave problema de saúde pública, aumentando a morbidade, mortalidade e os custos hospitalares. Elas são definidas como infecções adquiridas durante a internação ou após a alta, que não estavam presentes ou em incubação na admissão. A vigilância epidemiológica e a implementação de protocolos rigorosos são essenciais para o controle dessas infecções. A prevenção das IRAS baseia-se em um conjunto de medidas, sendo a higienização das mãos a mais crítica e eficaz. Outras estratégias incluem a esterilização e desinfecção de artigos, uso racional de antimicrobianos, técnicas assépticas em procedimentos invasivos e a educação continuada dos profissionais. A compreensão da cadeia de transmissão e dos fatores de risco é fundamental para a implementação de barreiras eficazes. O manejo adequado do paciente cirúrgico, por exemplo, envolve a antibioticoprofilaxia de curta duração (geralmente uma dose pré-operatória e, no máximo, até 24 horas), a realimentação precoce (quando clinicamente indicada) para otimizar a recuperação intestinal e a elevação da cabeceira do leito para pacientes em ventilação mecânica, visando reduzir o risco de pneumonia aspirativa. A adesão a essas práticas é vital para a segurança do paciente e para a redução da incidência de IRAS.
A higienização das mãos, antes e após o contato com o paciente e seus arredores, é a medida mais eficaz e comprovada para prevenir a transmissão de microrganismos e reduzir as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS).
A antibioticoterapia profilática prolongada (além de 24 horas) não oferece benefício adicional na prevenção de infecções cirúrgicas e, ao contrário, aumenta o risco de resistência antimicrobiana e efeitos adversos, como a colite pseudomembranosa.
Manter a cabeceira do leito elevada entre 30 e 45 graus é uma medida fundamental para prevenir a pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), pois reduz o risco de aspiração de secreções orofaríngeas e gástricas.
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