CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009
Com relação à protease t-PA (ativador tecidual do plasminogênio) utilizada pela via intracamerular no tratamento do hifema pós-traumático é correto afirmar:
t-PA intracamerular = fibrinolítico → age na lise do coágulo para facilitar a drenagem.
O t-PA é um agente fibrinolítico utilizado em casos selecionados de hifema para promover a dissolução do coágulo de fibrina, auxiliando no controle da pressão intraocular.
O hifema traumático pode levar a complicações graves como glaucoma secundário e hematocórnea. O t-PA intracamerular surge como uma ferramenta terapêutica para acelerar a resolução de coágulos volumosos que obstruem a malha trabecular. Diferente dos antifibrinolíticos (como o ácido aminocaproico), que são usados para prevenir o ressangramento, o t-PA é um fibrinolítico usado para tratar o coágulo já estabelecido e obstrutivo.
O t-PA (ativador do plasminogênio tecidual) é uma enzima que converte o plasminogênio em plasmina. A plasmina, por sua vez, degrada a fibrina, que é a 'rede' que mantém o coágulo unido. No hifema, isso promove a liquefação do sangue coagulado na câmara anterior.
É indicado principalmente em hifemas totais ('eight-ball hyphema') ou persistentes que causam aumento incontrolável da pressão intraocular ou risco de impregnação hemática da córnea, facilitando a lavagem da câmara anterior ou a drenagem natural pelo trabeculado.
O principal risco é o ressangramento, pois a lise prematura do coágulo nos vasos rompidos pode reabrir a fonte do sangramento inicial. Por isso, seu uso costuma ser postergado por alguns dias após o trauma inicial para permitir a cicatrização vascular.
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