PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Um paciente de 48 anos procura diretamente o serviço de emergência de um hospital terciário, queixando-se de pressão arterial elevada (160/100 mmHg) há 1 mês. Após avaliação, a equipe médica identifica que a condição é crônica e controlável com acompanhamento ambulatorial. O paciente é orientado a procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para seguimento regular, mas ele fica irritado, alegando que quer ser acompanhado no ambulatório do próprio hospital e acusa a equipe de omissão de socorro.Com base nos princípios do SUS, qual das seguintes afirmações está correta em relação ao atendimento e encaminhamento deste paciente?
SUS: casos crônicos → Atenção Primária (UBS) via hierarquização e regionalização.
O SUS é organizado em níveis de complexidade, com a Atenção Primária à Saúde (APS) sendo a porta de entrada preferencial e responsável pelo acompanhamento de condições crônicas. Hospitais terciários são para casos de alta complexidade ou emergências que não podem ser resolvidas na APS, garantindo a eficiência e sustentabilidade do sistema.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo, fundamentado em princípios como universalidade, integralidade e equidade. Para garantir a efetividade desses princípios, o SUS é organizado em diferentes níveis de atenção à saúde, sendo a Atenção Primária à Saúde (APS) a porta de entrada preferencial e o pilar do sistema. A APS é responsável pelo primeiro contato, coordenação do cuidado e acompanhamento longitudinal de condições crônicas, como a hipertensão arterial, visando a promoção da saúde e prevenção de doenças. A hierarquização e a regionalização são princípios organizacionais cruciais que estruturam o SUS, definindo os fluxos de atendimento e a complexidade dos serviços oferecidos em cada nível. A hierarquização estabelece uma ordem crescente de complexidade dos serviços, desde as Unidades Básicas de Saúde (UBS) até os hospitais de alta complexidade. A regionalização, por sua vez, organiza os serviços de saúde em territórios geográficos, garantindo que cada região tenha acesso a todos os níveis de atenção necessários. Essa organização evita a sobrecarga de serviços especializados e hospitais, otimizando recursos e garantindo que o paciente receba o cuidado adequado no local certo. Para residentes e profissionais de saúde, compreender esses princípios é fundamental para uma prática clínica alinhada às diretrizes do SUS. O encaminhamento de pacientes com condições crônicas e estáveis da emergência de um hospital terciário para uma UBS não configura omissão de socorro, mas sim a correta aplicação dos princípios de hierarquização e regionalização. Essa conduta assegura que o paciente receba um acompanhamento contínuo e integrado na APS, liberando os serviços de alta complexidade para casos que realmente demandam essa estrutura, contribuindo para a sustentabilidade e eficiência do sistema de saúde.
Os princípios organizacionais do SUS incluem a regionalização e hierarquização, descentralização, comando único, e participação da comunidade. Eles visam organizar o sistema de saúde de forma eficiente e acessível.
A APS é a porta de entrada preferencial do SUS, responsável pela coordenação do cuidado, longitudinalidade, integralidade e resolutividade da maioria dos problemas de saúde, especialmente condições crônicas, prevenindo sobrecarga de serviços de maior complexidade.
Pacientes devem ser encaminhados para hospitais terciários quando necessitam de atendimento de alta complexidade, procedimentos especializados ou em situações de emergência que excedem a capacidade de resolução da atenção primária ou secundária, seguindo os fluxos regulados do sistema.
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