HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021
A doença falciforme tem uma incidência no Brasil de 1 a 3/1000 nascidos vivos e o acompanhamento médico precoce tem grande impacto na redução da morbimortalidade. Quanto a manifestações clínicas e manejo da anemia falciforme na criança, é correto afirmar que:
Hidroxiureia na doença falciforme ↑ hemoglobina fetal, ↓ hemólise e eventos vaso-oclusivos.
A hidroxiureia é um medicamento modificador da doença falciforme, que atua aumentando os níveis de hemoglobina fetal (HbF), o que dilui a concentração de hemoglobina S e reduz a polimerização, diminuindo a hemólise e a frequência de crises vaso-oclusivas e síndrome torácica aguda.
A doença falciforme é uma hemoglobinopatia genética comum no Brasil, com alta morbimortalidade se não houver acompanhamento adequado. O diagnóstico precoce, geralmente via triagem neonatal, é crucial para iniciar intervenções que melhoram significativamente o prognóstico. A educação dos pais e a adesão ao tratamento são fundamentais. A fisiopatologia envolve a polimerização da hemoglobina S em condições de hipóxia, levando à falcização dos eritrócitos, oclusão vascular e hemólise crônica. As manifestações clínicas incluem crises vaso-oclusivas, síndrome torácica aguda, sequestro esplênico, infecções e acidente vascular cerebral. A suspeita deve ser alta em crianças com anemia crônica e histórico familiar. O tratamento é multidisciplinar, incluindo profilaxia de infecções (penicilina), vacinação completa, hidratação, analgesia e, em casos selecionados, transfusões e hidroxiureia. A hidroxiureia é um pilar do tratamento, aumentando a hemoglobina fetal e reduzindo a frequência e gravidade das complicações, melhorando a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes.
A hidroxiureia é indicada para crianças com doença falciforme que apresentam crises vaso-oclusivas frequentes, síndrome torácica aguda recorrente, anemia grave sintomática ou história de acidente vascular cerebral.
A hidroxiureia estimula a produção de hemoglobina fetal (HbF), que não polimeriza como a hemoglobina S, resultando em menos falcização dos eritrócitos, redução da hemólise e diminuição da frequência de eventos vaso-oclusivos.
A manifestação mais comum é a crise vaso-oclusiva, que se apresenta com dor intensa. O tratamento inicial envolve hidratação, analgesia e, em alguns casos, transfusão sanguínea.
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