UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025
A hidroxiureia é um medicamento que pode ser utilizado no tratamento da doença falciforme. Há evidências concretas de seu uso em diminuição de hospitalizações, crises álgicas e número de transfusões. De acordo com o Ministério da Saúde, qual dessas alternativas está ERRADA para o uso da hidroxiureia na doença falciforme?
Hidroxiureia para doença falciforme é indicada para adultos E crianças com doença grave, não apenas >18 anos.
A hidroxiureia é um medicamento modificador da doença falciforme, com indicações bem estabelecidas para reduzir a morbidade em pacientes com formas graves da doença, incluindo crianças e adultos. A afirmação de que seu uso é restrito a maiores de 18 anos está incorreta, pois há evidências e diretrizes para seu uso em pacientes pediátricos.
A doença falciforme é uma hemoglobinopatia genética grave que afeta milhões de pessoas globalmente, caracterizada por crises álgicas recorrentes, anemia crônica, síndrome torácica aguda e outras complicações que levam a morbidade e mortalidade significativas. A hidroxiureia é um dos pilares do tratamento modificador da doença. Este medicamento atua aumentando a produção de hemoglobina fetal (HbF), que tem a capacidade de inibir a polimerização da hemoglobina S, reduzindo a falcização dos glóbulos vermelhos. Seus benefícios incluem a diminuição da frequência e gravidade das crises álgicas, da síndrome torácica aguda, das hospitalizações e da necessidade de transfusões sanguíneas. As diretrizes do Ministério da Saúde e de outras sociedades médicas recomendam o uso da hidroxiureia para pacientes com doença falciforme grave, incluindo crianças a partir de 9 meses de idade, não se restringindo a adultos. Indicações comuns incluem três ou mais crises de dor por ano, dois ou mais episódios de síndrome torácica aguda por ano, anemia grave persistente (Hb < 7g/dL) e histórico de AVC. É crucial que residentes conheçam essas indicações e contraindicações, como a gravidez, para um manejo adequado da doença.
A hidroxiureia aumenta a produção de hemoglobina fetal (HbF), que inibe a polimerização da hemoglobina S, reduzindo a falcização dos eritrócitos. Isso leva à diminuição de crises álgicas, síndrome torácica aguda, hospitalizações e necessidade de transfusões.
A hidroxiureia pode ser iniciada em crianças a partir de 9 meses de idade com doença falciforme grave, conforme as diretrizes atuais, e não apenas em adultos. A decisão é individualizada com base na gravidade da doença e nos riscos/benefícios.
A hidroxiureia é contraindicada em gestantes e lactantes. Os principais efeitos adversos incluem mielossupressão (neutropenia, trombocitopenia, anemia), toxicidade cutânea e ungueal, e úlceras de perna. É necessário monitoramento hematológico regular durante o tratamento.
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