ENARE/ENAMED — Prova 2023
Dr. Antônio atende na UBS uma paciente de 34 anos com queixa de poliartralgias a qual traz resultado de exames que demonstram anemia, linfopenia e fator antinuclear positivo em títulos altos. Ao fim da consulta, o médico prescreve hidroxicloroquina para ela. Devido a essa prescrição, Dr. Antônio deve encaminhá-la para avaliação do
Hidroxicloroquina → Risco de retinopatia = Encaminhamento oftalmológico obrigatório para rastreamento.
A hidroxicloroquina, amplamente utilizada em doenças autoimunes como o LES, possui como principal efeito adverso grave a toxicidade retiniana, que pode levar à perda visual irreversível. Por isso, o acompanhamento oftalmológico regular, com exames como o fundo de olho e campimetria, é fundamental para o rastreamento e detecção precoce.
A hidroxicloroquina é um antimalárico com propriedades imunomoduladoras, amplamente empregado no tratamento de doenças autoimunes como o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) e a Artrite Reumatoide. Sua eficácia em reduzir a atividade da doença e prevenir surtos é bem estabelecida, tornando-a uma medicação de primeira linha em muitas dessas condições. Contudo, seu uso não é isento de riscos, sendo a toxicidade ocular a complicação mais temida. A principal preocupação com a hidroxicloroquina é a retinopatia, uma condição rara, mas que pode levar à perda visual irreversível se não detectada precocemente. A fisiopatologia envolve o acúmulo da droga na retina, especialmente nas células do epitélio pigmentar, causando disfunção e degeneração. O rastreamento deve ser iniciado antes do tratamento e repetido anualmente após 5 anos de uso ou em pacientes de alto risco, com exames como campimetria, tomografia de coerência óptica (OCT) e autofluorescência. O manejo da retinopatia por hidroxicloroquina envolve a suspensão imediata da droga ao primeiro sinal de toxicidade. O prognóstico visual depende da precocidade do diagnóstico; por isso, a adesão ao protocolo de rastreamento oftalmológico é fundamental para a segurança do paciente e para a prática médica responsável.
Os principais efeitos adversos incluem gastrointestinais (náuseas, diarreia), dermatológicos (rash cutâneo) e, mais gravemente, a toxicidade retiniana, que pode ser irreversível.
O encaminhamento é crucial para o rastreamento da retinopatia por hidroxicloroquina, uma complicação rara, mas grave e irreversível. Exames como fundo de olho e campimetria são essenciais para detecção precoce.
Pacientes com uso prolongado (>5 anos), dose diária elevada (>5 mg/kg de peso real), doença renal ou hepática, idade avançada e uso concomitante de tamoxifeno.
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