Hidrossalpinge e Infertilidade: Impacto na FIV e Tratamento

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021

Enunciado

A hidrossalpinge é um tipo de massa anexial que está associada à infertilidade. Marque a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) A hidrossalpinge é uma trompa de Falópio edemaciada, geralmente causada por uma infecção.
  2. B) A hidrossalpinge pode ser assintomática ou pode resultar em dor pélvica crônica ou infertilidade.
  3. C) Geralmente, uma hidrossalpinge assintomática não precisa ser removida ou seguida de exames de imagem.
  4. D) O uso de ceftriaxona e azitromicina são considerados de primeira linha para pacientes inférteis com indicação de fertilização in vitro.
  5. E) A salpingectomia laparoscópica para hidrossalpinges (unilateral ou bilateral) é o procedimento preferido para melhorar as taxas de gravidez por fertilização in vitro.

Pérola Clínica

Hidrossalpinge = trompa edemaciada por infecção, causa infertilidade; salpingectomia pré-FIV ↑ taxas de gravidez.

Resumo-Chave

A hidrossalpinge é uma condição que afeta a fertilidade, principalmente por seu impacto negativo na fertilização in vitro (FIV). O tratamento com ceftriaxona e azitromicina é para Doença Inflamatória Pélvica (DIP) aguda, não para hidrossalpinge crônica estabelecida, que requer intervenção cirúrgica (salpingectomia) antes da FIV para otimizar os resultados.

Contexto Educacional

A hidrossalpinge é uma condição ginecológica caracterizada pelo acúmulo de líquido em uma ou ambas as trompas de Falópio, resultando em sua dilatação e obstrução. É frequentemente uma sequela de processos inflamatórios e infecciosos pélvicos, como a Doença Inflamatória Pélvica (DIP), causada por agentes como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. Sua principal relevância clínica reside na associação com dor pélvica crônica e, crucialmente, infertilidade. Do ponto de vista fisiopatológico, a inflamação e infecção levam à destruição das fímbrias e do epitélio ciliar da trompa, resultando em aderências e obstrução. O líquido acumulado na trompa pode ser tóxico para os embriões e, ao refluir para a cavidade uterina, pode interferir na implantação embrionária, reduzindo as taxas de sucesso da Fertilização In Vitro (FIV). O diagnóstico é geralmente feito por ultrassonografia transvaginal, histerossalpingografia ou laparoscopia. O tratamento da hidrossalpinge, especialmente em mulheres que buscam engravidar via FIV, é predominantemente cirúrgico. A salpingectomia laparoscópica (remoção da trompa afetada) é o procedimento preferido, pois demonstrou melhorar significativamente as taxas de gravidez e reduzir o risco de aborto espontâneo e gravidez ectópica após a FIV. O uso de antibióticos como ceftriaxona e azitromicina é indicado para tratar a infecção aguda (DIP), mas não para reverter a hidrossalpinge crônica já estabelecida.

Perguntas Frequentes

Qual a principal causa da hidrossalpinge?

A hidrossalpinge é geralmente uma sequela de infecções pélvicas, como a Doença Inflamatória Pélvica (DIP), que levam à obstrução e acúmulo de líquido na trompa de Falópio.

Como a hidrossalpinge afeta a fertilidade?

A hidrossalpinge prejudica a fertilidade ao impedir o transporte de óvulos e espermatozoides e, em casos de FIV, o líquido tóxico da trompa pode refluir para o útero, comprometendo a implantação embrionária.

Qual a conduta para hidrossalpinge em pacientes com indicação de FIV?

Para pacientes com hidrossalpinge e indicação de FIV, a salpingectomia laparoscópica (remoção da trompa afetada) é o tratamento de escolha, pois melhora significativamente as taxas de gravidez.

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