AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
Sobre as patologias das tubas uterinas, selecione a opção correta.I - Na hidrossalpinge em geral as fímbrias e o óstio tubário estão destruídos.II - O primeiro sintoma da hidrossalpinge pode ser a dificuldade de engravidar sem que a paciente tenha referido qualquer sintoma prévio.III - Nos casos de hidrossalpinge com distorção moderada a cirurgia de neossalpingostomia pode produzir taxa de gravidez de até 80%.
Hidrossalpinge → destruição fimbrial/óstio, infertilidade primária, neossalpingostomia em casos selecionados.
A hidrossalpinge é uma condição comum de infertilidade feminina, muitas vezes assintomática até a dificuldade de concepção. A destruição das fímbrias e do óstio tubário é característica, e a neossalpingostomia pode ser uma opção cirúrgica com taxas de sucesso variáveis, dependendo do grau de dano tubário.
A hidrossalpinge é uma patologia das tubas uterinas caracterizada pelo acúmulo de líquido no lúmen tubário, geralmente secundária a um processo inflamatório prévio, como a doença inflamatória pélvica (DIP). É uma das principais causas de infertilidade feminina, afetando a captação do óvulo e o transporte embrionário, além de ter um impacto negativo na taxa de sucesso da fertilização in vitro (FIV). A fisiopatologia envolve a destruição das fímbrias e oclusão do óstio tubário distal, impedindo o escoamento do líquido e a função tubária normal. O diagnóstico é frequentemente feito por histerossalpingografia ou ultrassonografia transvaginal. É crucial suspeitar de hidrossalpinge em pacientes com infertilidade inexplicada ou história de DIP. O tratamento pode variar desde o acompanhamento expectante até a salpingectomia (remoção da tuba) ou neossalpingostomia (criação de uma nova abertura tubária). A neossalpingostomia, embora possa restaurar a permeabilidade, tem taxas de gravidez que dependem do grau de dano tubário, sendo mais bem-sucedida em casos de distorção moderada. A decisão terapêutica deve considerar a idade da paciente, o desejo de gravidez e a extensão da doença.
A hidrossalpinge pode ser assintomática, sendo a infertilidade ou dificuldade de engravidar o primeiro e único sintoma percebido pela paciente. Dor pélvica crônica também pode ocorrer.
A hidrossalpinge impede a captação do óvulo pelas fímbrias e o transporte do embrião, além de liberar um fluido tóxico para o útero que prejudica a implantação embrionária.
A neossalpingostomia é considerada em casos de hidrossalpinge com distorção tubária moderada, especialmente em pacientes jovens e com bom prognóstico de fertilidade, visando restaurar a permeabilidade tubária.
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