CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
A hidropsia aguda nos pacientes com ceratocone ocorre devido à:
Hidropsia no ceratocone = Ruptura da Descemet → Edema estromal súbito.
A hidropsia aguda ocorre quando a membrana de Descemet se rompe devido ao estiramento excessivo no ceratocone, permitindo a entrada de humor aquoso no estroma.
A hidropsia aguda é uma complicação bem conhecida do ceratocone avançado e de outras ectasias como o ceratoglobo. A fisiopatologia envolve o estresse mecânico sobre a membrana de Descemet, que atinge seu limite de elasticidade e sofre uma solução de continuidade. O endotélio adjacente não consegue bombear o fluido para fora com rapidez suficiente, resultando em edema massivo. Embora o quadro seja alarmante para o paciente, a conduta deve ser expectante na fase inicial. É importante diferenciar a hidropsia de uma úlcera de córnea infecciosa, pois o uso inadvertido de antibióticos fortificados ou procedimentos invasivos desnecessários pode complicar o prognóstico visual.
O paciente apresenta perda visual súbita e acentuada, dor ocular, fotofobia e lacrimejamento. Ao exame, observa-se um edema estromal localizado ou difuso, conferindo um aspecto esbranquiçado (leucoma) à córnea afetada.
O tratamento inicial é conservador, visando o conforto e a redução do edema. Utilizam-se colírios hipertônicos (cloreto de sódio 5%), cicloplégicos para dor e corticoides tópicos leves para controlar a inflamação. Em casos persistentes, pode-se injetar gás (C3F8 ou SF6) na câmara anterior para selar a ruptura.
Não. A maioria dos casos resolve-se espontaneamente em 2 a 4 meses, deixando uma cicatriz estromal. Curiosamente, essa cicatriz pode aplanar a córnea e melhorar a adaptação de lentes de contato após a resolução. O transplante só é indicado se houver opacidade central residual significativa após a fase aguda.
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