Hidropisia Fetal: Diagnóstico de Anemia por Isoimunização Rh

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022

Enunciado

Uma mulher de 24 anos, G1P0, com 27 semanas de gestação, tem bebê com tamanho fetal maior do que o previsto pela data. Uma ultrassonografia fetal realizada revela hidropisia fetal. Os batimentos cardíacos fetais estão na faixa de 140 bpm. Os estudos Dopller da artéria cerebral média indicam fluxo aumentado. Qual das alternativas a seguir é a etiologia mais provável?

Alternativas

  1. A) Taquiarritmia cardíaca fetal.
  2. B) Púrpura trombocitopênica imune.
  3. C) Isoimunização Rh.
  4. D) RCIU
  5. E) Diabetes gestacional.

Pérola Clínica

Hidropisia fetal + Doppler ACM ↑ fluxo (PSV) = Anemia fetal grave, mais comum por isoimunização Rh.

Resumo-Chave

A hidropisia fetal é um sinal de doença fetal grave. Quando associada a um aumento do pico de velocidade sistólica (PSV) na artéria cerebral média (ACM) ao Doppler, indica anemia fetal. A causa mais comum de anemia fetal grave com hidropisia é a isoimunização Rh, também conhecida como doença hemolítica perinatal ou eritroblastose fetal.

Contexto Educacional

A hidropisia fetal é uma condição grave caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido em pelo menos dois compartimentos fetais, como ascite, derrame pleural, derrame pericárdico e edema de pele. É um sinal de doença fetal subjacente e requer investigação imediata. As causas são variadas, incluindo anemia fetal, infecções congênitas (como Parvovírus B19), anomalias cromossômicas, malformações cardíacas e síndromes genéticas. No contexto de hidropisia fetal, a avaliação da anemia é crucial. O Doppler da artéria cerebral média (ACM) é a ferramenta não invasiva de escolha para detectar anemia fetal, pois o pico de velocidade sistólica (PSV) da ACM aumenta em fetos anêmicos devido à diminuição da viscosidade sanguínea e ao aumento do débito cardíaco para manter a oxigenação cerebral. Um PSV-ACM elevado (>1,5 MoM) é altamente preditivo de anemia fetal moderada a grave. A isoimunização Rh, ou doença hemolítica perinatal, é a causa mais comum de anemia fetal grave e hidropisia. Ocorre quando uma mãe Rh- entra em contato com sangue Rh+ (geralmente em gestação anterior ou transfusão) e produz anticorpos que atravessam a placenta, destruindo os glóbulos vermelhos do feto Rh+. O manejo envolve monitoramento fetal com Doppler ACM, e em casos de anemia grave, transfusões intrauterinas podem ser necessárias para salvar a vida do feto.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais ultrassonográficos de hidropisia fetal?

A hidropisia fetal é caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido em pelo menos dois compartimentos fetais, como ascite (líquido na cavidade abdominal), derrame pleural, derrame pericárdico e edema de pele (anasarca).

Como o Doppler da artéria cerebral média auxilia no diagnóstico de anemia fetal?

O Doppler da artéria cerebral média (ACM) é a ferramenta não invasiva mais utilizada para detectar anemia fetal. Um aumento no pico de velocidade sistólica (PSV) da ACM indica que o feto está aumentando o fluxo sanguíneo para o cérebro em resposta à hipóxia causada pela anemia.

Qual a principal causa de hidropisia fetal com anemia em gestações?

A isoimunização Rh (doença hemolítica perinatal) é a causa mais comum de anemia fetal grave e hidropisia em gestações, ocorrendo quando uma mãe Rh- sensibilizada produz anticorpos contra o sangue de um feto Rh+.

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