Hidronefrose Pós-Histerectomia: Suspeita de Lesão Ureteral

CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Paciente, em pós operatório tardio de histerectomia, apresentando dor abdominal difusa, descompressão dolorosa. Exames de imagem revelam dilatação pielocalicial com hidronefrose unilateral. Pensar em:

Alternativas

  1. A) Cálculo renal
  2. B) Pinçamento acidental de ureter
  3. C) Tumoração renal
  4. D) Achados fisiológicos pela fibrose da histerectomia

Pérola Clínica

Hidronefrose unilateral pós-histerectomia com dor abdominal → suspeitar pinçamento ureteral.

Resumo-Chave

A hidronefrose unilateral com dor abdominal difusa no pós-operatório tardio de histerectomia sugere fortemente uma lesão iatrogênica do ureter, como um pinçamento acidental, que leva à obstrução do fluxo urinário e dilatação do sistema coletor.

Contexto Educacional

A histerectomia é uma das cirurgias ginecológicas mais comuns, mas como qualquer procedimento cirúrgico, não é isenta de complicações. Entre as complicações urológicas, a lesão ureteral é uma das mais sérias, embora relativamente rara. O ureter é particularmente vulnerável durante a histerectomia devido à sua proximidade com as estruturas uterinas e vasculares que são manipuladas e ligadas. A lesão ureteral pode ocorrer por pinçamento, ligadura, secção, transecção ou isquemia. No pós-operatório tardio, a apresentação clínica de dor abdominal difusa associada a descompressão dolorosa e achados de imagem como dilatação pielocalicial e hidronefrose unilateral são altamente sugestivos de obstrução ureteral. O pinçamento acidental do ureter é uma causa comum de obstrução iatrogênica, levando ao acúmulo de urina e dilatação do sistema coletor acima do ponto de obstrução. O diagnóstico precoce é crucial para preservar a função renal. A ultrassonografia é um método de triagem eficaz para identificar hidronefrose. Uma vez suspeitada, a confirmação e localização da lesão geralmente exigem exames mais detalhados, como urografia por tomografia computadorizada. O tratamento envolve a desobstrução do ureter, seja por métodos minimamente invasivos (cateter duplo J, nefrostomia percutânea) ou por reparo cirúrgico, dependendo da natureza e extensão da lesão.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para lesão ureteral durante histerectomia?

Fatores de risco incluem anatomia pélvica alterada (ex: endometriose, miomas grandes), cirurgias prévias, doença inflamatória pélvica, radioterapia prévia e cirurgias complexas ou de emergência.

Como é feito o diagnóstico de lesão ureteral pós-operatória?

O diagnóstico é suspeitado clinicamente por dor abdominal, febre, oligúria ou anúria, e confirmado por exames de imagem como ultrassonografia (hidronefrose), tomografia computadorizada com contraste (urografia TC) ou urografia intravenosa, que podem revelar extravasamento ou obstrução.

Qual a conduta inicial em caso de suspeita de pinçamento ureteral?

A conduta inicial envolve a confirmação diagnóstica por imagem e, se confirmada a obstrução, a descompressão do sistema urinário, que pode ser feita por nefrostomia percutânea ou colocação de cateter duplo J, seguida de correção cirúrgica definitiva.

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