UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2023
Pode-se afirmar que a maioria das hidronefroses evidenciada na US gestacional é:
Maioria das hidronefroses fetais na US gestacional é transitória e fisiológica.
A hidronefrose detectada na ultrassonografia gestacional é um achado comum, mas na maioria dos casos, representa uma dilatação fisiológica transitória do sistema coletor renal devido a fatores hormonais maternos e compressão ureteral pelo útero gravídico. Apenas uma minoria dos casos tem uma causa patológica subjacente.
A hidronefrose fetal, definida como a dilatação do sistema coletor renal, é o achado mais comum na ultrassonografia gestacional, com uma incidência que varia de 1% a 5% das gestações. Embora possa indicar uma uropatia obstrutiva ou refluxo vesicoureteral, é crucial para residentes e estudantes de medicina compreenderem que a maioria dos casos é de natureza transitória e fisiológica, sem significado patológico a longo prazo. A fisiopatologia da hidronefrose transitória está relacionada a fatores hormonais maternos, como o aumento da progesterona, que causa relaxamento da musculatura lisa do ureter, e à compressão extrínseca dos ureteres pelo útero gravídico em crescimento. Esses fatores levam a uma dilatação do sistema pielocalicial que geralmente se resolve espontaneamente antes ou logo após o nascimento, sem necessidade de intervenção. O diagnóstico é feito por ultrassonografia pré-natal, e a avaliação pós-natal é necessária para diferenciar as causas fisiológicas das patológicas. O tratamento, quando necessário, depende da causa subjacente, podendo variar de acompanhamento a intervenções cirúrgicas para obstruções significativas ou refluxo de alto grau. É fundamental uma abordagem cuidadosa para evitar investigações desnecessárias e ansiedade parental, ao mesmo tempo em que se garante a detecção precoce de condições que exigem intervenção.
A hidronefrose transitória é frequentemente causada por fatores fisiológicos da gravidez, como a influência hormonal materna que relaxa a musculatura lisa do ureter e a compressão ureteral pelo útero gravídico.
A hidronefrose fetal é preocupante quando é grave, bilateral, progressiva, associada a outras anomalias ou quando persiste após o nascimento, sugerindo uma uropatia obstrutiva ou refluxo vesicoureteral.
A conduta inicial envolve o acompanhamento ultrassonográfico seriado para avaliar a progressão da dilatação e a busca por outros sinais de anomalia, com investigação pós-natal se a hidronefrose persistir.
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