IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2021
RN de 8 dias de vida, nascido de parto cesária sem intercorrências, com 38 semanas de gestação, peso de nascimento 3880 g e comprimento 51 cm. Recebeu alta com 3 dias de vida. Exame de ultrassonografia antenatal revela hidronefrose à direita. Urina I normal e cultura negativa. RN assintomático e em uso de dose profilática de cefalexina. EF: sem alterações. O exame mais indicado na elucidação diagnóstica é :
Hidronefrose antenatal em RN assintomático com Urina I e cultura normais → Reavaliação com USG renal e de vias urinárias pós-natal é o exame inicial.
A hidronefrose antenatal é um achado comum que requer acompanhamento pós-natal. Em um RN assintomático, com exames de urina normais e em profilaxia, a primeira etapa da investigação é repetir a ultrassonografia renal e de vias urinárias após o período neonatal (geralmente após 48-72h de vida, para evitar subestimar a dilatação devido à desidratação fisiológica inicial), para avaliar a persistência e o grau da dilatação. Outros exames como cintilografia ou uretrocistografia miccional são indicados posteriormente, se a USG pós-natal confirmar hidronefrose significativa ou houver suspeita de refluxo/obstrução.
A hidronefrose antenatal é um achado ultrassonográfico comum, presente em 1-5% das gestações. A maioria dos casos é transitória ou fisiológica, mas uma parcela significativa pode indicar uma uropatia obstrutiva ou refluxo vesicoureteral, que necessitam de acompanhamento e, por vezes, intervenção para prevenir danos renais a longo prazo. A classificação da hidronefrose (grau I a IV) é importante para estratificar o risco. A avaliação pós-natal deve ser sistemática. Em RNs assintomáticos, a primeira etapa é a realização de uma ultrassonografia renal e de vias urinárias, geralmente após 48-72 horas de vida para evitar a subestimação da dilatação devido à desidratação fisiológica inicial. Este exame irá confirmar a persistência da hidronefrose e seu grau, além de identificar outras anomalias. Com base nos achados da ultrassonografia pós-natal e na evolução clínica, outros exames podem ser solicitados, como a uretrocistografia miccional (para investigar refluxo vesicoureteral) ou cintilografias renais (para avaliar função renal diferencial e presença de obstrução). A profilaxia antibiótica é frequentemente iniciada em casos de hidronefrose moderada a grave para prevenir infecções do trato urinário, que podem agravar o dano renal.
A hidronefrose antenatal é uma dilatação do sistema coletor renal detectada durante a gestação. É o achado mais comum de malformação congênita do trato urinário e pode indicar condições como estenose de junção ureteropélvica, refluxo vesicoureteral ou valva de uretra posterior, que podem levar a danos renais se não tratadas.
A ultrassonografia pós-natal é o exame inicial de escolha porque é não invasiva, de baixo custo e permite reavaliar a hidronefrose após o nascimento, quando o estado de hidratação do bebê está mais estável. Ela ajuda a determinar o grau da dilatação e a presença de outras anomalias estruturais, guiando a necessidade de exames mais complexos.
Cintilografias (DMSA para função renal diferencial ou MAG3/DTPA para avaliação de obstrução) são indicadas se a USG pós-natal sugerir obstrução ou comprometimento da função renal. A uretrocistografia miccional é realizada se houver suspeita de refluxo vesicoureteral, especialmente em hidronefroses de alto grau ou em meninos com suspeita de valva de uretra posterior.
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