CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2020
Qual desses anti-hipertensivo cursa como efeito colateral a hiperuricemia?
Hidroclorotiazida (diurético tiazídico) → efeito colateral comum: hiperuricemia, podendo precipitar gota. Losartan ↓ ácido úrico.
Os diuréticos tiazídicos, como a hidroclorotiazida, são conhecidos por causar hiperuricemia devido à redução da excreção renal de ácido úrico. Este efeito colateral pode ser clinicamente relevante em pacientes com histórico de gota ou predisposição. Em contraste, o losartan, um bloqueador do receptor de angiotensina II, tem um efeito uricosúrico, ou seja, pode diminuir os níveis de ácido úrico.
A escolha do anti-hipertensivo ideal envolve não apenas a eficácia na redução da pressão arterial, mas também a consideração dos efeitos colaterais e das comorbidades do paciente. A hiperuricemia, ou níveis elevados de ácido úrico no sangue, é uma condição que pode ser influenciada por diversos medicamentos, incluindo alguns anti-hipertensivos. É crucial que residentes e profissionais de saúde estejam cientes dessas interações para otimizar o tratamento e evitar complicações. Os diuréticos tiazídicos, como a hidroclorotiazida, são uma classe de anti-hipertensivos amplamente utilizada, mas são bem conhecidos por causar hiperuricemia. Isso ocorre porque eles competem com o ácido úrico pelos transportadores no túbulo renal, diminuindo sua excreção e aumentando sua reabsorção, o que pode precipitar crises de gota em pacientes suscetíveis. Por outro lado, outras classes de anti-hipertensivos têm perfis diferentes em relação ao ácido úrico. Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), como o enalapril, e os bloqueadores dos canais de cálcio (BCC), como a anlodipina, são geralmente neutros em relação aos níveis de ácido úrico. Uma exceção notável entre os bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRAs) é o losartan, que possui um efeito uricosúrico, ou seja, promove a excreção de ácido úrico e, portanto, pode ser uma opção benéfica para pacientes hipertensos com hiperuricemia ou gota. Compreender esses efeitos farmacológicos é essencial para personalizar a terapia anti-hipertensiva, minimizando riscos e maximizando benefícios, especialmente em pacientes com comorbidades como gota ou doença renal crônica.
A hidroclorotiazida, um diurético tiazídico, causa hiperuricemia ao competir com o ácido úrico pelos transportadores no túbulo renal, resultando em diminuição da sua excreção e aumento da reabsorção. Isso eleva os níveis séricos de ácido úrico.
Para pacientes com gota ou hiperuricemia, os bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRAs), especialmente o losartan, são preferíveis, pois têm um efeito uricosúrico. Bloqueadores dos canais de cálcio (como anlodipina) e inibidores da ECA (como enalapril) são neutros em relação ao ácido úrico.
A hiperuricemia induzida por diuréticos pode precipitar ataques agudos de gota em pacientes predispostos. Em longo prazo, níveis elevados de ácido úrico também estão associados a um risco aumentado de doença renal crônica e eventos cardiovasculares, embora a causalidade direta ainda seja debatida.
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