HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2023
Paciente masculino, 4 meses, pré-termo, nascido com 30 semanas de gestação, é trazido pela mãe devido aumento de volume da bolsa testicular a esquerda, notada inicialmente há 1 mês, com piora nos últimos dias. Nega trauma. Nega sintomas urinários. Nega febre. Nega abaulamento da região inguinal. Relata que durante o período da manhã o volume do escroto é menor, e que aumenta durante o dia. Nega vômitos e recusa alimentar. Ao exame físico: bom estado geral. Abdome flácido, depressível, indolor. Testículo direito tópico na bolsa testicular. Testículo esquerdo palpável em bolsa testicular, de aspecto e tamanho habitual, semelhante ao contralateral, indolor. Nota-se aumento de volume da bolsa testicular esquerda, sem redução do tal conteúdo para a cavidade abdominal, com exame de transiluminação positiva. Ambos os cordões espermáticos são palpáveis e não espessos. A principal hipótese diagnóstica é:
Hidrocele em lactentes: aumento escrotal indolor, transiluminação positiva, ↓ volume pela manhã.
A hidrocele em lactentes é caracterizada por um aumento de volume escrotal indolor, com transiluminação positiva, e que classicamente diminui de tamanho durante o repouso noturno e aumenta ao longo do dia, especialmente se comunicante. A persistência do processo vaginal é a causa mais comum, permitindo a passagem de líquido peritoneal para a bolsa escrotal.
A hidrocele é uma condição comum em lactentes, caracterizada pelo acúmulo de líquido ao redor do testículo na bolsa escrotal. A maioria dos casos em crianças é congênita e resulta da persistência do processo vaginal, que normalmente se oblitera no final da gestação ou nos primeiros meses de vida. A importância clínica reside na necessidade de diferenciar a hidrocele de outras causas de aumento escrotal, como a hérnia inguinal indireta, que pode ter complicações mais graves. O diagnóstico da hidrocele é primariamente clínico, baseado na história e no exame físico. Os pais frequentemente relatam um aumento de volume escrotal que varia ao longo do dia, sendo maior após períodos de atividade ou choro e menor após o repouso noturno. Ao exame, a massa é indolor, não redutível para a cavidade abdominal e, crucialmente, apresenta transiluminação positiva, indicando a presença de líquido. A ultrassonografia pode ser útil para confirmar o diagnóstico e excluir outras patologias. O tratamento da hidrocele em lactentes é geralmente expectante, pois a maioria dos casos de hidrocele comunicante resolve-se espontaneamente até os 12-18 meses de idade com o fechamento do processo vaginal. A cirurgia (ligadura do processo vaginal) é indicada se a hidrocele persistir após essa idade, se for muito grande e causar desconforto, ou se houver dúvida diagnóstica com hérnia inguinal. É fundamental acompanhar a evolução para identificar possíveis complicações ou a necessidade de intervenção.
A hidrocele em lactentes manifesta-se como um aumento de volume escrotal indolor, que pode variar de tamanho ao longo do dia (maior à noite ou com esforço, menor pela manhã) e apresenta transiluminação positiva ao exame físico.
A hidrocele é caracterizada por transiluminação positiva e ausência de conteúdo abdominal palpável e redutível no escroto. A hérnia inguinal indireta, por sua vez, geralmente apresenta um abaulamento redutível e palpável, sem transiluminação ou com transiluminação negativa.
A causa mais comum da hidrocele em crianças é a persistência do processo vaginal, uma falha no fechamento do canal que conecta a cavidade peritoneal ao escroto, permitindo o acúmulo de líquido peritoneal ao redor do testículo.
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