UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2025
Leia as quatro vinhetas clínicas a seguir para responder à questão. PACIENTE 1: Homem de 88 anos quadro de síndrome demencial associada a apraxia da marcha e incontinência urinária, que ao exame de neuroimagem estrutural por ressonância magnética apresenta ventrículos dilatados e alteração da intensidade do sinal nas regiões periventriculares. PACIENTE 2: Homem de 88 anos quadro de síndrome demencial caracterizada por desinibição do comportamento e perversão do apetite, que ao exame de neuroimagem estrutural por ressonância magnética apresenta ventrículos dilatados e atrofia cortical no lobo frontal e pólo anterior do lobo temporal. PACIENTE 3: Homem de 88 anos quadro de síndrome demencial associada a parkinsonismo e alucinações visuais, que ao exame de neuroimagem funcional por tomografia por emissão de pósitrons apresenta hipometabolismo em lobos occipitais. PACIENTE 4: Homem de 88 anos quadro de síndrome demencial caracterizada por comprometimento da memória recente, desorientação espacial e delírios de ciúmes, que ao exame de neuroimagem estrutural por ressonância magnética apresenta ventrículos dilatados atrofia cortical no lobo temporal e na parte medial do lobo temporal. Qual dos quatro pacientes tem chance de ser beneficiado por procedimento neurocirúrgico de derivação ventrículoperitoneal?
HPN = Tríade de Hakim (demência, apraxia da marcha, incontinência urinária) + ventrículos dilatados → DVP é tratamento.
A Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) é uma causa reversível de demência, caracterizada pela tríade clássica de Hakim. O diagnóstico é clínico e radiológico, e o tratamento com derivação ventrículoperitoneal (DVP) pode melhorar significativamente os sintomas, especialmente a marcha e a incontinência.
A Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) é uma condição neurológica que afeta principalmente idosos, caracterizada pela tríade de Hakim: demência, apraxia da marcha e incontinência urinária. Embora sua prevalência exata seja difícil de determinar, estima-se que seja uma causa subdiagnosticada de demência, com potencial de reversibilidade, o que a torna clinicamente muito relevante para estudantes e residentes. O reconhecimento precoce é fundamental para um bom prognóstico. A fisiopatologia da HPN envolve um desequilíbrio na absorção do líquido cefalorraquidiano (LCR), levando ao acúmulo nos ventrículos cerebrais sem um aumento significativo da pressão intracraniana basal. O diagnóstico é feito pela combinação da clínica (tríade), achados de neuroimagem (ventrículos dilatados sem atrofia cortical desproporcional) e, frequentemente, testes complementares como o 'tap test' (melhora dos sintomas após retirada de LCR por punção lombar). É crucial diferenciar a HPN de outras demências degenerativas. O tratamento padrão para a HPN é a derivação ventrículoperitoneal (DVP), um procedimento neurocirúrgico que implanta um cateter para drenar o LCR dos ventrículos para a cavidade peritoneal. A melhora dos sintomas, especialmente da marcha e da incontinência, pode ser significativa, embora a resposta à demência seja mais variável. O prognóstico é melhor quando o diagnóstico e o tratamento são realizados precocemente, ressaltando a importância do conhecimento desta condição na prática médica.
A HPN é caracterizada pela tríade de Hakim: demência (geralmente subcortical), apraxia da marcha (marcha magnética) e incontinência urinária. Esses sintomas se desenvolvem progressivamente em idosos.
A ressonância magnética (RM) cerebral é crucial, mostrando ventrículos dilatados desproporcionais à atrofia cortical e, por vezes, alteração da intensidade do sinal periventricular. Testes adicionais como a punção lombar diagnóstica (tap test) podem prever a resposta à cirurgia.
A DVP é o tratamento de escolha porque desvia o excesso de líquido cefalorraquidiano dos ventrículos para a cavidade peritoneal, aliviando a pressão e melhorando os sintomas. É uma das poucas causas de demência potencialmente reversível.
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