SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Assinale o CORRETO em relação à hidrocefalia congênita:
Hidrocefalia congênita → diástase suturas, fontanelas alargadas, olhar do sol poente por ↑ PIC.
A hidrocefalia congênita manifesta-se por sinais de hipertensão intracraniana em lactentes, como o aumento do perímetro cefálico, diástase das suturas e abaulamento das fontanelas. O "olhar do sol poente" é um sinal clássico devido à compressão do mesencéfalo e paralisia do olhar conjugado superior.
A hidrocefalia congênita é uma condição neurológica caracterizada pelo acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) nos ventrículos cerebrais, levando à dilatação ventricular e aumento da pressão intracraniana. É uma das malformações congênitas mais comuns do sistema nervoso central, com incidência de aproximadamente 0,5 a 3 por 1000 nascidos vivos, e sua identificação precoce é crucial para o prognóstico. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre a produção e a absorção do LCR, ou uma obstrução em seu fluxo. As causas podem ser variadas, incluindo estenose do aqueduto de Sylvius, malformações de Chiari, infecções congênitas (como toxoplasmose, CMV), hemorragias intraventriculares ou tumores. Os sinais clínicos em lactentes são decorrentes da hipertensão intracraniana e incluem aumento progressivo do perímetro cefálico, diástase das suturas cranianas, fontanelas abauladas e tensas, irritabilidade, vômitos e o clássico "olhar do sol poente". O tratamento da hidrocefalia congênita é predominantemente cirúrgico, visando restaurar o fluxo do LCR ou desviar seu excesso, geralmente através da implantação de um sistema de derivação ventriculoperitoneal (DVP). O prognóstico depende da etiologia, da gravidade da dilatação ventricular e da precocidade do tratamento, sendo fundamental o acompanhamento multidisciplinar para otimizar o desenvolvimento neurológico da criança.
Os principais sinais incluem aumento rápido do perímetro cefálico, diástase das suturas cranianas, abaulamento das fontanelas e o característico "olhar do sol poente".
O "olhar do sol poente" é causado pela compressão do mesencéfalo e dos nervos oculomotores devido à hipertensão intracraniana, resultando em paralisia do olhar conjugado superior e desvio dos olhos para baixo.
O diagnóstico é feito pela avaliação clínica dos sinais e sintomas, confirmado por exames de imagem como ultrassonografia transfontanelar, tomografia computadorizada ou ressonância magnética cerebral, que mostram a dilatação ventricular.
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