FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021
Quanto à hidrocefalia, é INCORRETO afirmar:
Hidrocefalia = acúmulo de líquor, pode ocorrer em qualquer idade, não apenas em crianças.
A hidrocefalia é uma condição caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido cefalorraquidiano (LCR) nos ventrículos cerebrais, causando aumento da pressão intracraniana. Embora seja mais comum em crianças e idosos, ela pode afetar indivíduos de qualquer faixa etária, não sendo exclusiva da infância.
A hidrocefalia é uma condição neurológica caracterizada pelo acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano (LCR) dentro dos ventrículos cerebrais, resultando em aumento da pressão intracraniana e dilatação ventricular. Pode ser congênita ou adquirida, e sua etiologia varia desde malformações congênitas e infecções intrauterinas até tumores, hemorragias e traumatismos cranioencefálicos. A condição é mais prevalente em neonatos e idosos, mas pode afetar qualquer faixa etária, desmistificando a ideia de que é uma doença exclusiva da infância. O excesso de LCR exerce pressão sobre o tecido cerebral, podendo causar danos neurológicos progressivos se não tratado. Os sintomas variam conforme a idade e a rapidez do desenvolvimento da condição. Em lactentes, manifesta-se por aumento do perímetro cefálico, fontanela abaulada e irritabilidade. Em adultos, pode causar cefaleia, náuseas, vômitos, alterações visuais, dificuldades cognitivas, problemas de equilíbrio e incontinência urinária. O diagnóstico é feito por exames de imagem como TC e RM, que demonstram a dilatação ventricular. O tratamento da hidrocefalia é predominantemente cirúrgico, visando restaurar o fluxo normal do LCR ou desviar seu excesso. A técnica mais comum é a implantação de um sistema de derivação (shunt), que drena o LCR para outra cavidade corporal, como o peritônio. Outras opções incluem a ventriculostomia endoscópica do terceiro ventrículo (ETV), que cria uma nova via para o fluxo do LCR. O prognóstico depende da causa, da rapidez do diagnóstico e do tratamento, e da presença de danos cerebrais pré-existentes. O acompanhamento a longo prazo é essencial para monitorar a função do shunt e prevenir complicações.
Em crianças, os sintomas podem incluir aumento rápido do perímetro cefálico, fontanela abaulada, irritabilidade, vômitos e atraso no desenvolvimento. Em adultos, os sintomas são mais inespecíficos, como cefaleia, náuseas, vômitos, problemas de equilíbrio, alterações visuais, dificuldades cognitivas e incontinência urinária.
O diagnóstico da hidrocefalia é feito com base na história clínica, exame físico e exames de imagem, como ultrassonografia (em lactentes com fontanela aberta), tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) do encéfalo, que mostram a dilatação dos ventrículos cerebrais.
O tratamento mais comum é cirúrgico, envolvendo a inserção de um sistema de derivação (shunt), que consiste em um tubo flexível que drena o excesso de líquido cefalorraquidiano dos ventrículos para outra cavidade do corpo, como a cavidade peritoneal (shunt ventrículo-peritoneal), onde é absorvido.
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