UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020
O tratamento cirúrgico da hidrocefalia com síndrome de hipertensão intracraniana, definido como tratamento temporário, é a:
Tratamento temporário da hidrocefalia com HIC = Derivação Ventricular Externa (DVE).
A derivação ventricular externa (DVE) é o tratamento cirúrgico temporário de escolha para hidrocefalia associada à hipertensão intracraniana aguda, permitindo a drenagem controlada do líquor e a monitorização da pressão intracraniana.
A hidrocefalia é uma condição caracterizada pelo acúmulo excessivo de líquor (líquido cefalorraquidiano) nos ventrículos cerebrais, resultando em aumento da pressão intracraniana (HIC). A HIC pode levar a danos cerebrais irreversíveis se não for tratada prontamente, manifestando-se com sintomas como cefaleia, náuseas, vômitos, papiledema e alteração do nível de consciência. O manejo agudo é crucial para preservar a função neurológica. No contexto de uma síndrome de hipertensão intracraniana aguda devido à hidrocefalia, o tratamento cirúrgico temporário de escolha é a derivação ventricular externa (DVE). Este procedimento envolve a inserção de um cateter em um dos ventrículos cerebrais, conectado a um sistema de drenagem externo que permite o controle da quantidade de líquor drenado e a monitorização contínua da pressão intracraniana. A DVE é uma medida salvadora de vida em situações de emergência. A DVE é considerada temporária devido ao alto risco de infecção associado à comunicação com o ambiente externo. Uma vez estabilizado o paciente e controlada a HIC, pode-se planejar um tratamento definitivo, como a derivação ventriculoperitoneal (DVP) ou, em casos selecionados, a neuroendoscopia (ventriculostomia do terceiro ventrículo). É fundamental que residentes compreendam a indicação e o manejo da DVE, bem como suas potenciais complicações, para garantir a segurança e o melhor desfecho para o paciente.
A DVE é indicada para o tratamento agudo e temporário da hidrocefalia com hipertensão intracraniana, permitindo a drenagem de líquor e o controle da pressão intracraniana em situações de emergência ou enquanto se aguarda um tratamento definitivo.
A DVE é um procedimento temporário, com o cateter drenando para um sistema externo. A DVP é um procedimento definitivo, onde o cateter drena o líquor para a cavidade peritoneal, sendo totalmente implantado internamente.
As principais complicações incluem infecção (meningite, ventriculite), obstrução do cateter, hemorragia intracraniana e desequilíbrio hidroeletrolítico devido à drenagem excessiva de líquor.
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