PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Após os diferentes tipos de procedimentos cirúrgicos os pacientes recebem hidratação venosa no pós-operatório, uma vez que ficarão em jejum no pós-operatório por determinado período. Em relação à hidratação venosa no pós-operatório é CORRETO afirmar:
Pós-operatório: priorizar hidratação oral; se venosa, ~30mL/kg/24h para manutenção.
A hidratação pós-operatória deve priorizar a via oral assim que possível para promover a recuperação. Quando a hidratação venosa é necessária, a taxa de manutenção deve ser cautelosa, geralmente em torno de 30 mL/kg/24h, para evitar sobrecarga hídrica e suas complicações.
A hidratação no pós-operatório é um componente crítico do manejo do paciente cirúrgico, visando manter o equilíbrio hidroeletrolítico e hemodinâmico. Tradicionalmente, muitos pacientes permaneciam em jejum prolongado com hidratação venosa abundante. No entanto, as práticas modernas, guiadas por protocolos de Recuperação Aprimorada Pós-Cirurgia (ERAS), enfatizam a minimização do jejum e a priorização da via oral. A fluidoterapia venosa deve ser utilizada com cautela e de forma individualizada. A taxa de manutenção geralmente recomendada é de aproximadamente 30 mL/kg/24 horas, ajustada às necessidades específicas do paciente, perdas insensíveis e perdas por drenos ou sangramentos. O objetivo é evitar tanto a desidratação quanto a sobrecarga hídrica, que pode levar a complicações sérias como edema pulmonar, disfunção cardíaca e renal, e atraso na cicatrização de anastomoses. A monitorização do balanço hídrico, débito urinário e eletrólitos é fundamental. A transição para a hidratação oral deve ocorrer o mais precocemente possível, assim que o paciente apresentar tolerância, contribuindo para a recuperação intestinal e geral. O conhecimento aprofundado sobre o manejo de fluidos é essencial para otimizar os resultados cirúrgicos e a segurança do paciente.
Priorizar a hidratação oral e a realimentação precoce faz parte dos protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), que visam acelerar a recuperação, reduzir o tempo de internação e minimizar complicações associadas ao jejum prolongado e à fluidoterapia venosa excessiva.
A taxa de hidratação venosa para manutenção em adultos no pós-operatório é geralmente de aproximadamente 30 mL/kg/24 horas, ou 1 mL/kg/hora, ajustada conforme as perdas e o estado hemodinâmico do paciente.
A hidratação venosa excessiva pode levar a sobrecarga hídrica, edema pulmonar, edema de anastomoses (aumentando o risco de deiscência), disfunção renal aguda e prolongamento do íleo pós-operatório.
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