FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
No início da gestação, a água representa 95% do peso corporal do feto e, no final, essa proporção cai para 75%. Esses valores são, por si, um forte indicativo da importância do manuseio hidroeletrolítico no recém-nato. Para que o manejo da hidratação no recém-nascido seja feito de maneira adequada, é necessário conhecer a fisiologia relacionada ao controle do equilíbrio de sódio e água no período neonatal. No primeiro dia de vida, deve-se oferecer entre 60 a 80 mL/kg/dia de soro glicosado a 10%, o que corresponde a 4 a 6 mg/kg/min de taxa de infusão de glicose. Usar menor volume se o recém-nato tiver sofrido asfixia. Nessa fase, não é necessário acrescentar eletrólitos, apenas:
RN no 1º dia de vida: SG 10% (60-80 mL/kg/dia) + Cálcio. Sódio e Potássio geralmente não são necessários inicialmente.
No primeiro dia de vida do RN, a oferta de soro glicosado a 10% é essencial para manter a glicemia. A adição de cálcio é importante devido ao risco de hipocalcemia transitória neonatal, enquanto sódio e potássio geralmente não são necessários devido à imaturidade renal e balanço hídrico inicial.
O manejo hidroeletrolítico no recém-nascido é um dos pilares do cuidado neonatal, dada a alta proporção de água corporal e a imaturidade dos sistemas de regulação renal. A transição da vida intrauterina para a extrauterina impõe desafios significativos ao equilíbrio hídrico e eletrolítico, tornando este um tema de alta complexidade e relevância para a prática clínica e provas de residência. A fisiologia neonatal é caracterizada por uma capacidade limitada dos rins de concentrar ou diluir a urina e de regular a excreção de eletrólitos, especialmente sódio e potássio. No primeiro dia de vida, a oferta de soro glicosado a 10% é fundamental para prevenir a hipoglicemia, uma condição comum e perigosa no RN. A necessidade de eletrólitos, no entanto, é diferente. Enquanto sódio e potássio geralmente não são necessários no primeiro dia devido à imaturidade renal e ao balanço hídrico inicial, o cálcio é um eletrólito de atenção. Recém-nascidos, especialmente prematuros, filhos de mães diabéticas ou que sofreram asfixia, têm alto risco de hipocalcemia transitória neonatal. Portanto, a suplementação de cálcio é frequentemente indicada desde o primeiro dia para prevenir complicações como convulsões e arritmias, garantindo um manejo hidroeletrolítico adequado e seguro.
Recomenda-se uma taxa de infusão de glicose de 4 a 6 mg/kg/min, geralmente fornecida com soro glicosado a 10% em volumes de 60 a 80 mL/kg/dia.
O cálcio é crucial devido ao risco de hipocalcemia transitória neonatal, especialmente em prematuros, RNs de mães diabéticas ou com asfixia, que podem ter reservas de cálcio diminuídas e imaturidade paratireoidiana.
A restrição de volume deve ser considerada em recém-nascidos que sofreram asfixia, pois há maior risco de síndrome de secreção inadequada de ADH (SIADH) e edema cerebral.
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