UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2017
Sobre as doenças ocupacionais, o hidrargirismo está diretamente relacionado a:
Hidrargirismo = intoxicação por mercúrio → manifestações neurológicas, renais e gastrointestinais.
Hidrargirismo é a condição clínica resultante da intoxicação por mercúrio, um metal pesado. A exposição pode ocorrer por inalação de vapores, ingestão ou contato dérmico, sendo comum em ambientes ocupacionais específicos como mineração e indústrias químicas.
O hidrargirismo, ou intoxicação por mercúrio, é uma doença ocupacional de grande relevância na saúde do trabalhador, resultante da exposição excessiva a este metal pesado. O mercúrio pode ser encontrado em diversas formas (elementar, inorgânico e orgânico), cada uma com características toxicológicas distintas e vias de exposição variadas, como inalação de vapores, ingestão ou absorção cutânea. A compreensão de suas manifestações é crucial para o diagnóstico precoce e a prevenção de sequelas. A fisiopatologia do hidrargirismo envolve a ligação do mercúrio a grupos sulfidrila em proteínas e enzimas, interferindo em diversas funções celulares. As manifestações clínicas são multissistêmicas, afetando principalmente os sistemas nervoso central (tremores, eretismo, alterações de personalidade), renal (nefropatia) e gastrointestinal. O diagnóstico é feito pela história de exposição e pela dosagem de mercúrio no sangue ou urina. O tratamento consiste na remoção da fonte de exposição e, em casos de intoxicação grave, na utilização de agentes quelantes que ajudam a eliminar o mercúrio do organismo. A prevenção é a medida mais importante, envolvendo o controle da exposição ocupacional e ambiental, o uso de equipamentos de proteção individual e a educação dos trabalhadores sobre os riscos do mercúrio. Residentes devem estar atentos a quadros neurológicos ou renais inexplicados em pacientes com histórico ocupacional relevante.
Os sintomas variam conforme a forma do mercúrio e a via de exposição, mas podem incluir tremores, alterações de humor (eretismo), problemas renais, gastrointestinais e neurológicos.
A exposição pode ser ocupacional (mineração, indústria), ambiental (contaminação de alimentos) ou acidental, principalmente por inalação de vapores ou ingestão.
O tratamento envolve a remoção da fonte de exposição e, em casos graves, a terapia de quelação com agentes como DMSA ou DMPS, sob supervisão médica.
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