Hidradenite Supurativa: Diagnóstico e Fatores de Risco

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Mulher, 32a, procura a Unidade Básica de Saúde por apresentar lesões nas regiões axilares e inguinais há 10 anos, que se iniciam com nódulos e abcessos e drenam secreção purulenta, resolvendo espontaneamente ou com antibióticos em uma a duas semanas. Já teve várias crises de dor e secreção e hoje apresenta fístulas drenantes nas axilas. Antecedentes: obesidade e tabagismo ativo. Cultura da secreção: Staphylococcus aureus multissensível; culturas para fungos e microbactérias: negativas.A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:

Alternativas

Pérola Clínica

Lesões axilares/inguinais recorrentes (nódulos, abscessos, fístulas) + obesidade/tabagismo → Hidradenite Supurativa.

Resumo-Chave

A hidradenite supurativa é uma doença inflamatória crônica da pele que afeta áreas com glândulas apócrinas, manifestando-se com nódulos dolorosos, abscessos, fístulas e cicatrizes. Fatores de risco como obesidade e tabagismo são comuns, e a recorrência é uma característica marcante.

Contexto Educacional

A hidradenite supurativa, também conhecida como acne inversa, é uma doença inflamatória crônica e recorrente da pele que afeta as áreas com glândulas apócrinas, como axilas, virilhas, região perianal e inframamária. Caracteriza-se pela oclusão folicular, inflamação e ruptura dos folículos pilosos, levando à formação de nódulos dolorosos, abscessos, fístulas e cicatrizes hipertróficas. A doença tem um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes devido à dor, drenagem de secreção e estigma social. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas envolve uma disfunção do folículo piloso e uma resposta inflamatória desregulada. Fatores genéticos, hormonais, imunológicos e ambientais (como tabagismo e obesidade) contribuem para o desenvolvimento e exacerbação da doença. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na presença de lesões típicas em locais característicos, com recorrência e formação de fístulas e cicatrizes. Culturas de secreção podem ser úteis para identificar infecções secundárias, mas a doença em si não é primariamente infecciosa. O tratamento da hidradenite supurativa é complexo e visa controlar a inflamação, prevenir novas lesões e gerenciar as existentes. Inclui medidas gerais como perda de peso e cessação do tabagismo, terapias tópicas, antibióticos sistêmicos (para inflamação e infecção secundária), imunossupressores, biológicos (como adalimumabe) e intervenções cirúrgicas para lesões persistentes ou fístulas. O manejo multidisciplinar é frequentemente necessário para otimizar os resultados.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da hidradenite supurativa?

Os principais sintomas incluem nódulos dolorosos, abscessos, fístulas drenantes e cicatrizes em áreas como axilas, virilhas, região perianal e inframamária. As lesões são recorrentes e podem ser muito dolorosas, com secreção purulenta.

Quais fatores de risco estão associados à hidradenite supurativa?

Fatores de risco importantes incluem obesidade, tabagismo, histórico familiar da doença, alterações hormonais e fricção da pele. A doença é mais comum em mulheres jovens e adultos, mas pode afetar qualquer gênero.

Como é feito o diagnóstico da hidradenite supurativa?

O diagnóstico é clínico, baseado na história de lesões recorrentes e no exame físico das áreas afetadas. Não há exames laboratoriais específicos, mas culturas podem ser realizadas para identificar infecções bacterianas secundárias.

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