CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2020
Ao se utilizar um anestésico injetável retrobulbar ou peribulbar para uma cirurgia ocular, considera-se o uso de:
Hialuronidase → ↑ Difusão do anestésico local e melhora a qualidade do bloqueio ocular.
A hialuronidase é um adjuvante enzimático que facilita a dispersão dos anestésicos locais através do tecido conjuntivo orbital, acelerando o início do bloqueio e aumentando sua eficácia.
A anestesia regional em oftalmologia (bloqueios retrobulbar e peribulbar) visa proporcionar analgesia e acinesia (imobilidade ocular) para procedimentos como catarata e vitrectomia. A mistura anestésica comum envolve lidocaína (início rápido) e bupivacaína (longa duração). A adição de hialuronidase é uma prática padrão para superar as septações anatômicas da órbita. O uso de vasoconstritores como a epinefrina é controverso na órbita devido ao risco de toxicidade direta ao nervo óptico ou oclusões vasculares, sendo a hialuronidase o adjuvante mais seguro e eficaz para melhorar a performance do bloqueio sem comprometer a perfusão ocular.
A hialuronidase é uma enzima que hidrolisa o ácido hialurônico, um componente fundamental da matriz extracelular. Ao degradar essa barreira temporariamente, ela reduz a viscosidade do tecido intersticial, permitindo que a solução anestésica se espalhe mais rapidamente e atinja os troncos nervosos de forma mais uniforme.
As principais vantagens incluem um tempo de latência menor (início mais rápido da anestesia e acinesia), maior taxa de sucesso do bloqueio com volumes menores de anestésico e redução da pressão intraocular pós-injeção devido à melhor dispersão do volume injetado.
A principal contraindicação é a hipersensibilidade conhecida à enzima. Além disso, seu uso deve ser evitado em áreas com infecção ativa, pois a facilitação da difusão pode, teoricamente, ajudar na disseminação de patógenos para tecidos adjacentes.
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