TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2022
Quanto às dermatoviroses, atualmente são reconhecidos oito herpesvírus humanos (HVH): herpesvírus simples tipos 1 e 2 (HSV1/HSV-2), vírus varicela-zóster (VZV), citomegalovirus (CMV), vírus Epstein-Barr, HVH-6 (associado a roséola do lactente), HVH-7 (associado a exantema súbito), HVH-8 (associado a sarcoma de Kaposi e linfomas). A partir do exposto, analise as seguintes afirmativas: I - Infecção pelo HSV-1 acontece na infância e adolescência (80 a 90%). Já a prevalência do HSV2, em geral, é mais alta nas mulheres e, em especial, nas pessoas de comportamento sexual de risco, podendo aumentar a capacidade em adquirir OU transmitir O vírus da imunodeficiência humana (HIV). II - No herpes facial e labial, o vírus habita o gânglio chamado trigêmeo, localizado na base do crânio, ao passo que, no herpes genital, o gânglio sacro é que abriga o vírus. III - Para o citodiagnóstico de Tzanck, é feito esfregaço do raspado do assoalho de uma vesícula, e procuram-se células gigantes multinucleadas e vírion intracelular. IV - A transmissão do VZV se faz essencialmente pelo ar, por meio de perdigotos, entretanto, contato com fluido vesicular é outra forma de adquirir a doença com período de incubação de 11 a 21 dias. A sequência correta de alternativas verdadeiras (V) e falsas (F) é:
HSV-1 = Gânglio Trigêmeo; HSV-2 = Gânglio Sacral; Tzanck = Células gigantes multinucleadas.
Os herpesvírus estabelecem latência em gânglios neurais específicos e o diagnóstico citológico baseia-se na identificação de alterações citopáticas virais.
O conhecimento das dermatoviroses é fundamental para o diagnóstico diferencial de exantemas e lesões vesiculobolhosas. A família Herpesviridae possui a capacidade única de persistir no hospedeiro em estado de latência após a infecção primária. O HSV-1 e HSV-2 são epidemiologicamente distintos, mas compartilham mecanismos de replicação e latência em neurônios sensitivos. O diagnóstico é clínico na maioria das vezes, mas exames laboratoriais como o Tzanck, PCR e sorologias auxiliam em casos atípicos ou em pacientes imunocomprometidos, onde as apresentações podem ser graves ou disseminadas.
O HSV-1 estabelece latência preferencialmente no gânglio trigêmeo, localizado na base do crânio, sendo responsável pela maioria das infecções orofaciais. Já o HSV-2 estabelece latência nos gânglios sacrais, estando mais associado a infecções genitais. Ambos podem ser reativados por estresse, radiação UV ou imunossupressão.
O teste de Tzanck envolve o raspado do assoalho de uma vesícula íntegra. Microscopicamente, busca-se por células gigantes multinucleadas e acantólise, que indicam infecção por herpesvírus (HSV ou VZV). Embora não diferencie os tipos de vírus, é um método rápido e útil à beira do leito.
A transmissão do VZV ocorre principalmente por via respiratória, através de aerossóis e perdigotos, ou pelo contato direto com o fluido das vesículas cutâneas. O período de incubação varia de 10 a 21 dias, e o paciente é contagioso desde 2 dias antes do exantema até que todas as lesões estejam em fase de crosta.
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