UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Homem, 68a, queixa-se de dor de ouvido esquerdo, de forte intensidade, irradiada para pavilhão auricular. Relata aparecimento de lesões pruriginosas em orelha, região periauricular, além de vesículas em cavidade oral esquerda, há um dia. Refere embaçamento visual ipisilateral. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:
Otalgia intensa + vesículas em pavilhão auricular/cavidade oral + embaçamento visual ipsilateral → suspeitar de Herpes Zoster Oticus (Ramsay Hunt).
A Síndrome de Ramsay Hunt (Herpes Zoster Oticus) é causada pela reativação do vírus Varicela-Zoster no gânglio geniculado. Caracteriza-se por otalgia intensa, erupção vesicular no pavilhão auricular e/ou cavidade oral, e frequentemente paralisia facial periférica ipsilateral, podendo ter envolvimento de outros nervos cranianos.
A Síndrome de Ramsay Hunt, também conhecida como Herpes Zoster Oticus, é uma condição neurológica rara e grave causada pela reativação do vírus Varicela-Zoster no gânglio geniculado do nervo facial. Caracteriza-se por uma tríade clássica de paralisia facial periférica ipsilateral, otalgia intensa e erupção vesicular no pavilhão auricular, conduto auditivo externo ou cavidade oral. A incidência é de aproximadamente 5 em 100.000 pessoas por ano, sendo mais comum em idosos e imunocomprometidos. A fisiopatologia envolve a inflamação e desmielinização do nervo facial e, frequentemente, dos nervos vestibulococlear (VIII) e trigêmeo (V) devido à proximidade anatômica. Os sintomas incluem dor de ouvido excruciante, vesículas herpéticas, paralisia facial que pode ser indistinguível da paralisia de Bell inicialmente, e sintomas vestibulares (vertigem, nistagmo) e cocleares (perda auditiva, zumbido). O embaçamento visual ipsilateral sugere envolvimento do nervo trigêmeo, especificamente o ramo oftálmico. O diagnóstico é primariamente clínico. O tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível, idealmente dentro de 72 horas do início dos sintomas, com antivirais (aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir) e corticosteroides (prednisona) para reduzir a inflamação e melhorar o prognóstico da paralisia facial. O prognóstico da recuperação da paralisia facial é pior do que na paralisia de Bell, e complicações como dor pós-herpética e sequelas auditivas são comuns.
Os sintomas incluem otalgia intensa, erupção vesicular no pavilhão auricular, conduto auditivo externo ou cavidade oral (geralmente ipsilateral), e paralisia facial periférica.
É causada pela reativação do vírus Varicela-Zoster (o mesmo da catapora e herpes zoster) no gânglio geniculado do nervo facial, podendo afetar também outros nervos cranianos adjacentes.
Além da paralisia facial, podem ocorrer perda auditiva, vertigem, zumbido, dor pós-herpética e, em casos de envolvimento do nervo trigêmeo ou oftálmico, problemas oculares como o embaçamento visual mencionado.
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