CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2010
É correto afirmar com relação ao paciente que apresenta herpes-zóster ocular, que:
HZO → pseudodendritos (sem bulbos) + hipoestesia + hipertensão ocular (trabeculite).
O herpes-zóster ocular causa pseudodendritos epiteliais e frequentemente cursa com hipertensão ocular. Diferente do herpes simples, a profilaxia antiviral prolongada para cirurgias tardias não é mandatória.
O herpes-zóster oftálmico (HZO) é uma manifestação da reativação do vírus varicela-zóster no gânglio trigeminal. O sinal de Hutchinson (vesículas na ponta do nariz) é um forte preditor de acometimento ocular. A ceratite epitelial no HZO é autolimitada, mas as complicações estromais e a uveíte podem ser crônicas. A sensibilidade corneana no HZO está tipicamente diminuída (hipoestesia), o que pode levar à ceratopatia neurotrófica. O manejo envolve antivirais sistêmicos precoces (nas primeiras 72h) para reduzir a gravidade da dor e o risco de neuralgia pós-herpética.
No Herpes Simples (HSV), as úlceras dendríticas são verdadeiras, com descamação central e bulbos terminais que coram com rosa bengala. No Herpes-Zóster (VZV), ocorrem pseudodendritos, que são elevações epiteliais formadas por células edemaciadas, sem bulbos terminais e com coloração periférica.
A hipertensão ocular é comum na fase aguda do zóster devido a uma trabeculite inflamatória. Diferente de outras uveítes que podem cursar com hipotensão por falência do corpo ciliar, o zóster frequentemente eleva a pressão intraocular, exigindo manejo com hipotensores e corticoides.
Diferente do Herpes Simples, onde a quimioprofilaxia com aciclovir é recomendada para evitar recidivas pós-cirúrgicas, no Herpes-Zóster, se a crise ocorreu há anos e o olho está calmo, a literatura geralmente não impõe a necessidade obrigatória de quimioprofilaxia antiviral sistêmica.
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