CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2016
Com relação à paciente e sua doença, demonstradas nas figuras abaixo (antes e após o tratamento), é correto afirmar:
Herpes Zoster Oftálmico acomete preferencialmente o ramo oftálmico (V1) do trigêmeo.
O Herpes Zoster Oftálmico ocorre pela reativação do VZV no ramo oftálmico do trigêmeo, podendo causar graves complicações oculares e dor neuropática crônica.
O Herpes Zoster Oftálmico (HZO) representa cerca de 10% a 20% de todos os casos de Zoster. A apresentação clássica inclui um pródromo de dor ou formigamento, seguido pelo surgimento de erupções vesiculares maculopapulares que respeitam a linha média. O tratamento sistêmico precoce (em até 72 horas) com antivirais como Aciclovir, Valaciclovir ou Famciclovir é crucial para reduzir a replicação viral, acelerar a cicatrização e diminuir a incidência de neuralgia pós-herpética. As complicações oculares podem ser devastadoras, incluindo ceratite epitelial e estromal, uveíte anterior hipertensiva, atrofia de íris e, raramente, necrose retiniana aguda. O acompanhamento oftalmológico é obrigatório. Diferente do Herpes Simplex, o Zoster não costuma apresentar recorrências tão frequentes em indivíduos imunocompetentes, embora a neuralgia pós-herpética possa persistir por meses ou anos, impactando severamente a qualidade de vida.
O Herpes Zoster resulta da reativação do vírus Varicela-Zoster (VZV) que permaneceu latente nos gânglios sensitivos. Quando o gânglio trigeminal é afetado, o vírus migra pelos ramos do nervo trigêmeo (V par craniano). O ramo oftálmico (V1) é o mais frequentemente acometido no Herpes Zoster Oftálmico, manifestando-se com vesículas e dor no dermátomo correspondente (testa, pálpebra superior e nariz).
O sinal de Hutchinson é a presença de vesículas herpéticas na ponta ou na lateral do nariz. Isso indica o envolvimento do ramo nasociliar do nervo oftálmico (V1). Como o nervo nasociliar também inerva as estruturas internas do olho (córnea, íris e corpo ciliar), a presença deste sinal é um forte preditor de complicações oculares graves, como uveíte e ceratite.
Na lâmpada de fenda, o Herpes Simplex causa úlceras dendríticas verdadeiras, que são lineares, ramificadas e possuem bulbos terminais característicos que se coram com fluoresceína. No Herpes Zoster, as lesões são chamadas de 'pseudodendritas'; elas são mais elevadas, não possuem bulbos terminais e coram-se mal com fluoresceína, mas bem com rosa bengala.
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