Herpes Zoster em Imunossuprimidos: Manejo e Tratamento

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem de 42 anos apresenta lesões cutâneas (conforme figura a seguir) que se iniciaram há dois dias, com muita dor na região torácica à esquerda. AP: transplantado renal há 6 anos em uso de drogas imunossupressoras.A conduta correta envolve

Alternativas

  1. A) o uso de aciclovir endovenoso, na dose de 10 mg/kg a cada 8 horas, até melhora clínica.
  2. B) apenas aguardar evolução do quadro, uma vez que se trata de doença autolimitada.
  3. C) o uso de aciclovir tópico por 14 dias.
  4. D) o uso de aciclovir oral na dose 200 mg cinco vezes ao dia por sete dias e analgesia.

Pérola Clínica

Herpes Zoster em imunossuprimido → Aciclovir IV (10 mg/kg 8/8h) para prevenir disseminação e complicações.

Resumo-Chave

Pacientes imunossuprimidos, como transplantados renais em uso de drogas imunossupressoras, apresentam maior risco de Herpes Zoster grave e disseminado. Nesses casos, a terapia antiviral sistêmica (preferencialmente intravenosa) é crucial para reduzir a gravidade, a duração e as complicações da doença, como a neuralgia pós-herpética.

Contexto Educacional

O Herpes Zoster, causado pela reativação do vírus Varicella Zoster (VZV), é uma condição comum, mas sua apresentação e manejo diferem significativamente em pacientes imunocomprometidos. A epidemiologia mostra maior incidência e gravidade nesses grupos, incluindo transplantados, pacientes com HIV ou em quimioterapia. A importância clínica reside no alto risco de complicações e disseminação, que podem ser fatais. A fisiopatologia envolve a reativação do VZV latente nos gânglios sensoriais, com replicação viral descontrolada devido à falha da imunidade celular. O diagnóstico é clínico, mas a suspeita deve ser alta em imunossuprimidos com lesões vesiculares dolorosas. A suspeita precoce é crucial para iniciar o tratamento antes da disseminação. O tratamento em imunossuprimidos exige terapia antiviral sistêmica agressiva, como aciclovir endovenoso em altas doses (10 mg/kg a cada 8 horas), para suprimir a replicação viral e prevenir complicações. O prognóstico é melhor com início precoce do tratamento. Pontos de atenção incluem monitoramento de sinais de disseminação e manejo da dor neuropática.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de Herpes Zoster em pacientes imunossuprimidos?

Além das lesões vesiculares unilaterais em dermatoma, pacientes imunossuprimidos podem apresentar lesões mais extensas, atípicas, disseminadas ou com maior risco de complicações sistêmicas, como pneumonite ou encefalite.

Por que o tratamento com aciclovir endovenoso é preferencial em imunossuprimidos?

O aciclovir endovenoso garante níveis séricos mais elevados e rápidos do antiviral, essencial para controlar a replicação viral em pacientes com deficiência imunológica, prevenindo a disseminação da doença e reduzindo a gravidade e as complicações.

Quais as principais complicações do Herpes Zoster em pacientes transplantados?

As complicações incluem disseminação cutânea ou visceral (pulmões, SNC), infecção bacteriana secundária das lesões, neuralgia pós-herpética prolongada e, em casos graves, risco de óbito devido à imunossupressão.

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