Herpes-Zóster: Fisiopatologia e Manifestações Cutâneas

Visão Laser - Centro Oftalmológico (SP) — Prova 2020

Enunciado

O herpes-zóster decorre da reativação do vírus da varicela, que permanece em latência. A reativação ocorre na idade adulta ou em pessoas com comprometimento imunológico, portadores de doenças crônicas, neoplasias, AIDS e outras. Podemos apenas concordar que:

Alternativas

  1. A) O quadro clínico é pleomófico, manifestando-se nunca de forma benigna e sim sempre de formas graves, com êxito letal.
  2. B) Após a fase de disseminação hematogênica, em que o vírus atinge a pele, ele progride centripetamente pelos nervos periféricos até os gânglios nervosos, onde poderá permanecer, em latência, por curto período de tempo.
  3. C) É também impossível uma criança adquirir varicela por contato com doente de zóster.
  4. D) Causas diversas podem levar à reativação do vírus que, progredindo centrifugamente pelo nervo periférico, atinge a pele e causa a característica erupção do herpes-zóster.

Pérola Clínica

Reativação VZV → progressão centrífuga pelo nervo → erupção cutânea característica do zóster.

Resumo-Chave

O vírus Varicela-Zóster (VZV) permanece latente nos gânglios nervosos após a infecção primária (varicela). Sua reativação, frequentemente em imunocomprometidos ou idosos, leva à migração centrífuga do vírus pelo nervo periférico até a pele, causando as lesões vesiculares típicas do herpes-zóster.

Contexto Educacional

O herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, é uma doença viral causada pela reativação do vírus Varicela-Zóster (VZV), o mesmo agente etiológico da catapora (varicela). Após a infecção primária, o VZV permanece em estado de latência nos gânglios sensitivos da medula espinhal e nervos cranianos. A reativação ocorre predominantemente em adultos e indivíduos com comprometimento imunológico, como pacientes com doenças crônicas, neoplasias, HIV/AIDS, ou em idosos, devido à diminuição da imunidade celular específica. A fisiopatologia do herpes-zóster envolve a reativação do VZV latente, que então se replica e migra centrifugamente ao longo do nervo periférico até a pele, causando uma erupção vesicular dolorosa e unilateral, geralmente restrita a um dermátomo. O quadro clínico é caracterizado por dor (neuralgia) que precede as lesões cutâneas, seguida pelo surgimento de máculas, pápulas, vesículas e pústulas que evoluem para crostas. Complicações incluem neuralgia pós-herpética, infecção bacteriana secundária e, em casos graves, disseminação. O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por PCR ou cultura viral. O tratamento visa aliviar a dor e reduzir a duração e gravidade da erupção, além de prevenir complicações, sendo os antivirais (aciclovir, valaciclovir, fanciclovir) mais eficazes se iniciados nas primeiras 72 horas. A vacinação é uma medida preventiva importante para idosos e imunocomprometidos, reduzindo a incidência e a gravidade da doença.

Perguntas Frequentes

Como ocorre a reativação do vírus Varicela-Zóster (VZV)?

A reativação do VZV ocorre quando o vírus latente nos gânglios nervosos, após uma infecção primária de varicela, é reativado, geralmente por imunossupressão ou envelhecimento, migrando pelo nervo periférico.

Qual a direção da progressão viral no herpes-zóster?

No herpes-zóster, o vírus progride centrifugamente, ou seja, do gânglio nervoso em direção à periferia, atingindo a pele e causando as lesões características.

É possível uma criança adquirir varicela por contato com um doente de zóster?

Sim, uma criança suscetível pode adquirir varicela por contato com um doente de zóster, pois o vírus Varicela-Zóster é o mesmo e pode ser transmitido por contato direto com as lesões.

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