Herpes-Zóster: Fisiopatologia e Fatores de Risco

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2024

Enunciado

O quadro clínico do herpes-zóster é, quase sempre, típico. A maioria dos doentes refere, antecedendo às lesões cutâneas, dores nevrálgicas, além de parestesias, ardor e prurido locais. Em relação ao quadro clínico do herpes-zóster e a sua descrição, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A)  O quadro clínico é alomórfico manifestando-se como doença maligna, podendo manifestar-se com outras formas graves, não evolui com êxito letal e as regiões mais comprometidas são a face, o couro cabeludo e a lombossacra.
  2. B) Não ocorre disseminação hematogênica, o vírus atinge a pele, progride de forma centrípeta pelos nervos periféricos até os gânglios nervosos, onde poderá permanecer, em latência, por toda a vida. 
  3. C) Infecção viral primária, aguda, altamente contagiosa, caracterizada por surgimento de exantema de aspecto maculopapular e distribuição centrípeta, que, após algumas horas, torna-se vesicular, evolui rapidamente para pústulas.
  4. D) Decorre da reativação do vírus da varicela, que permanece em latência. A reativação ocorre na idade adulta ou em pessoas com comprometimento imunológico, portadores de doenças crônicas, neoplasias, aids e outras.
  5. E) A erupção é geralmente é bilateral, com frequência ultrapassa a linha mediana e segue o trajeto de um nervo. Surge de modo gradual e leva de 2 a 4 dias para se estabelecer.

Pérola Clínica

Herpes-zóster = Reativação do Vírus Varicela-Zóster (VVZ) em gânglios sensoriais, comum em imunocomprometidos ou idosos.

Resumo-Chave

O herpes-zóster não é uma infecção primária, mas sim a reativação do Vírus Varicela-Zóster (VVZ) que permaneceu latente nos gânglios sensoriais após a infecção inicial por varicela. Essa reativação é frequentemente desencadeada por fatores que comprometem a imunidade celular, como idade avançada, doenças crônicas, neoplasias ou imunossupressão.

Contexto Educacional

O herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, é uma doença viral que representa a reativação do Vírus Varicela-Zóster (VVZ), o mesmo agente etiológico da varicela (catapora). Após a infecção primária por varicela, o VVZ não é eliminado do organismo, mas sim entra em um estado de latência nos gânglios sensoriais da medula espinhal e dos nervos cranianos, podendo permanecer inativo por décadas. A reativação do VVZ ocorre quando há uma diminuição da imunidade celular específica contra o vírus. Isso é comum em indivíduos com idade avançada, geralmente acima de 50 anos, devido à imunossenescência. Além disso, pacientes imunocomprometidos por condições como HIV/AIDS, neoplasias (especialmente linfomas e leucemias), transplantados, ou em uso de medicamentos imunossupressores (corticosteroides, quimioterápicos) têm um risco significativamente maior de desenvolver herpes-zóster. O quadro clínico típico inicia-se com pródromos de dor, parestesia, ardor ou prurido em um dermátomo específico, seguidos pelo surgimento de lesões cutâneas vesiculares agrupadas sobre uma base eritematosa, que respeitam a linha média e o trajeto de um nervo. O diagnóstico é predominantemente clínico, e o tratamento antiviral precoce é fundamental para reduzir a gravidade e a duração da doença, além de prevenir a principal complicação, a neuralgia pós-herpética.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre varicela e herpes-zóster?

A varicela é a infecção primária pelo Vírus Varicela-Zóster (VVZ), caracterizada por um exantema vesicular generalizado. O herpes-zóster é a reativação desse mesmo vírus, que permaneceu latente em gânglios nervosos, manifestando-se como lesões vesiculares em um dermátomo específico.

Quais são os principais fatores de risco para a reativação do herpes-zóster?

Os principais fatores de risco incluem idade avançada (geralmente acima de 50 anos), imunossupressão (por doenças como HIV/AIDS, câncer, uso de medicamentos imunossupressores), estresse físico ou emocional, e outras doenças crônicas que afetam a imunidade celular.

Quais são as complicações mais comuns do herpes-zóster?

A complicação mais comum é a neuralgia pós-herpética (NPH), uma dor crônica e debilitante que persiste por meses ou anos após a resolução das lesões cutâneas. Outras complicações incluem infecções bacterianas secundárias das lesões, zóster oftálmico, zóster oticus e, raramente, disseminação visceral.

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