UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022
Paciente, feminina, 12 anos de idade, vem à Clínica da Família Benjamin Spadoni, acompanhada pela mãe. Acompanhante refere erupção cutânea, há 4 dias, delimitada à região lombar à direita, inicialmente com máculas e pápulas, evoluindo para vesículas, associada a dor e prurido local, mal-estar e 01 episódio de febre aferida 37,9°C. Nega demais sintomas. Refere uso prévio de pomada de dexametasona, sem melhora dos sintomas. Refere contato com cachorro e gato de estimação. Cartão vacinal atualizado. Nega comorbidades, medicamentos de uso contínuo e alergias medicamentosas. Afirma história prévia de varicela, há 1 ano. Qual o melhor diagnóstico e conduta?
Herpes Zoster: lesões vesiculares unilaterais em dermatoma + dor/prurido + história de varicela. Conduta = antiviral + analgesia.
O Herpes Zoster é causado pela reativação do vírus Varicela-Zoster, manifestando-se como lesões vesiculares dolorosas em um único dermátomo. O tratamento antiviral precoce (dentro de 72h do início das lesões) é fundamental para reduzir a gravidade e prevenir complicações como a neuralgia pós-herpética.
O Herpes Zoster, popularmente conhecido como cobreiro, é uma doença viral causada pela reativação do vírus Varicela-Zoster (VVZ), o mesmo agente etiológico da catapora. Após a infecção primária (varicela), o VVZ permanece latente nos gânglios sensoriais e pode ser reativado em momentos de imunossupressão ou estresse, resultando em uma erupção cutânea dolorosa e vesicular, tipicamente unilateral e restrita a um dermátomo. A incidência aumenta com a idade e em pacientes imunocomprometidos. Clinicamente, o Herpes Zoster inicia-se com dor, prurido ou parestesia na área afetada, seguido pelo surgimento de máculas e pápulas eritematosas que rapidamente evoluem para vesículas e bolhas agrupadas. As lesões secam e formam crostas em 7 a 10 dias, com cicatrização completa em 2 a 4 semanas. A dor é uma característica proeminente e pode persistir por semanas ou meses, configurando a neuralgia pós-herpética, a complicação mais comum e debilitante. A conduta terapêutica envolve o uso de antivirais (aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir) iniciados preferencialmente nas primeiras 72 horas do aparecimento das lesões para reduzir a replicação viral, a gravidade da doença e o risco de neuralgia pós-herpética. Além disso, a analgesia é fundamental para o controle da dor aguda, podendo incluir analgésicos comuns, anti-inflamatórios não esteroides e, em casos mais intensos, opioides ou gabapentinoides. A vacinação contra Herpes Zoster é uma medida preventiva eficaz, especialmente para idosos.
O diagnóstico de Herpes Zoster é principalmente clínico, baseado na presença de dor ou prurido unilateral, seguido pelo surgimento de lesões vesiculares agrupadas sobre uma base eritematosa, distribuídas em um dermátomo específico. A história prévia de varicela (catapora) é um fator chave.
O tratamento antiviral (aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir) deve ser iniciado idealmente dentro de 72 horas do aparecimento das lesões. Isso reduz a duração e a gravidade da erupção, a intensidade da dor aguda e, mais importante, diminui o risco de desenvolver neuralgia pós-herpética, uma complicação crônica debilitante.
A principal característica distintiva do Herpes Zoster é sua distribuição unilateral e dermatomal, ou seja, as lesões seguem o trajeto de um nervo específico. Outras erupções vesiculares, como varicela, tendem a ser generalizadas, e a dermatite de contato vesicular geralmente não segue um padrão dermatomal e pode ter história de exposição a irritantes.
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