AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
Paciente do sexo feminino, com 72 anos de idade relata 5 dias de evolução de dor lombar. Procurou atendimento no início dos sintomas, em que um diagnóstico de dor muscular foi feito e foi prescrito paracetamol se dor. Evoluiu com lesões vesiculares com base eritematosa na região da dor, que acomete o dermátomo de L1 à direita. Histórico de diabetes, em uso de metformina 1g a cada 12 horas e insulina glargina 10 unidades ao dia. Nega outras comorbidades.Considerando o diagnóstico mais provável, assinale a assertiva correta:
Herpes Zoster → Compressas de acetato de alumínio aliviam lesões; antivirais orais são eficazes, IV para imunocomprometidos graves.
O Herpes Zoster, especialmente em idosos e imunocomprometidos (como diabéticos), requer tratamento antiviral precoce para reduzir a gravidade e prevenir neuralgia pós-herpética. Além dos antivirais, medidas de suporte como compressas úmidas podem aliviar os sintomas locais e promover a limpeza das lesões.
O Herpes Zoster (HZ), popularmente conhecido como cobreiro, é uma doença causada pela reativação do vírus Varicella-Zoster (VVZ) latente nos gânglios sensitivos. É mais comum em idosos e indivíduos imunocomprometidos, como diabéticos, devido à diminuição da imunidade celular específica para o VVZ. A importância clínica reside na dor intensa e nas complicações, sendo a mais temida a neuralgia pós-herpética (NPH), uma dor crônica e debilitante. A fisiopatologia envolve a reativação do VVZ, que migra pelos nervos periféricos até a pele, causando lesões vesiculares em uma distribuição dermatômica unilateral. O diagnóstico é clínico, caracterizado por dor, parestesia ou prurido, seguido pelo surgimento de vesículas em base eritematosa, respeitando um dermátomo. Em pacientes idosos e com comorbidades como diabetes, a apresentação pode ser mais grave e o risco de NPH é maior. O tratamento visa acelerar a cicatrização das lesões, reduzir a dor aguda e prevenir a NPH. Antivirais como aciclovir, valaciclovir e fanciclovir devem ser iniciados idealmente nas primeiras 72 horas do início das lesões. Além do tratamento antiviral, medidas de suporte são importantes, como analgésicos para a dor e cuidados locais com as lesões. Compressas úmidas, como as de acetato de alumínio, podem ajudar na limpeza, secagem e alívio do prurido e da dor nas lesões cutâneas. O uso de corticosteroides sistêmicos é controverso e não é rotineiramente indicado.
O tratamento antiviral precoce, idealmente nas primeiras 72 horas do início das lesões, é crucial para reduzir a duração e gravidade da erupção cutânea, acelerar a cicatrização e, principalmente, diminuir o risco de neuralgia pós-herpética.
As opções incluem aciclovir, valaciclovir e fanciclovir. Valaciclovir e fanciclovir oferecem maior biodisponibilidade e posologia mais cômoda (menos doses diárias) em comparação ao aciclovir, com eficácia similar.
O uso de corticosteroides sistêmicos no Herpes Zoster é controverso e geralmente não é recomendado de rotina, pois não há evidência clara de benefício na cicatrização das lesões ou na redução da dor, e pode aumentar o risco de efeitos adversos.
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