CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015
Ao fazer exame de Papanicolau de rotina, paciente de 30 anos, nuligesta, vida sexual ativa, sem uso de contraceptivos, refere às vezes presença de lesões vesiculosas com ardor vulvar, nega corrimento. Qual é a PRINCIPAL hipótese diagnóstica?
Lesões vesiculosas com ardor vulvar + vida sexual ativa → Herpes vulvar (HSV).
A presença de lesões vesiculosas agrupadas, acompanhadas de ardor ou dor, é altamente sugestiva de infecção por Herpes Simples Vírus (HSV), especialmente em pacientes sexualmente ativas. A ausência de corrimento ajuda a diferenciar de outras ISTs.
A herpes vulvar, causada principalmente pelo Herpes Simples Vírus tipo 2 (HSV-2) e, em menor grau, pelo tipo 1 (HSV-1), é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) comum que se manifesta por lesões cutâneas e mucosas na região genital. É uma condição crônica, caracterizada por períodos de latência e reativação, que pode impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes devido à dor e ao desconforto. O quadro clínico típico envolve o surgimento de lesões vesiculosas agrupadas sobre uma base eritematosa, que rapidamente se rompem, formando úlceras dolorosas. A paciente frequentemente refere ardor, prurido e dor local. Sintomas sistêmicos como febre, mialgia e linfadenopatia inguinal podem acompanhar o primeiro episódio. A anamnese detalhada sobre a história sexual e o exame físico são cruciais para a suspeita diagnóstica. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por exames laboratoriais como cultura viral ou PCR das lesões. O tratamento é feito com antivirais (aciclovir, valaciclovir, fanciclovir) para reduzir a duração e a intensidade dos surtos. A terapia supressiva pode ser indicada para pacientes com recorrências frequentes. Aconselhamento sobre prevenção da transmissão é fundamental.
O primeiro episódio de herpes genital costuma ser mais grave, com múltiplas lesões vesiculosas dolorosas que ulceram, febre, mal-estar, mialgia e linfadenopatia inguinal bilateral. Pode haver disúria e retenção urinária.
O diagnóstico laboratorial pode ser feito por cultura viral das lesões, PCR para HSV (mais sensível e específico) ou sorologia para anticorpos anti-HSV (útil para identificar infecções prévias, mas não para diagnóstico agudo).
O tratamento para herpes vulvar é antiviral, com medicamentos como aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir. O objetivo é reduzir a duração e a gravidade dos sintomas, e em casos de recorrências frequentes, pode-se indicar terapia supressiva.
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