CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2014
A primoinfecção ocular pelo vírus herpes simples, manifesta-se mais comumente na forma de:
Primoinfecção ocular por HSV → Blefaroconjuntivite vesicular (geralmente em crianças).
Embora a ceratite dendrítica seja a marca registrada do herpes ocular, ela ocorre tipicamente em episódios de reativação viral. A primoinfecção manifesta-se mais comumente como blefaroconjuntivite folicular com vesículas cutâneas.
O vírus herpes simples (HSV-1) é uma das principais causas de cegueira corneana no mundo. A primoinfecção ocorre pelo contato direto com secreções infectadas. Na maioria das vezes, é subclínica ou causa uma blefaroconjuntivite autolimitada. Após a infecção inicial, o vírus torna-se latente no gânglio trigêmeo. As reativações posteriores são as responsáveis pelas ceratites epiteliais (dendríticas ou geográficas) e estromais, que causam cicatrizes e perda visual progressiva. O reconhecimento precoce da primoinfecção é crucial para o monitoramento de possíveis complicações epiteliais imediatas.
Ocorre predominantemente em crianças e adultos jovens que não tiveram contato prévio com o vírus, muitas vezes passando despercebida ou manifestando-se como uma conjuntivite viral inespecífica associada a lesões cutâneas.
A presença de vesículas herpéticas nas pálpebras ou margem palpebral é um sinal patognomônico importante, frequentemente associado a linfonodo pré-auricular palpável e conjuntivite folicular unilateral.
O tratamento envolve antivirais tópicos (como aciclovir ou ganciclovir) para prevenir o envolvimento corneano e, em alguns casos, antivirais sistêmicos para tratar as lesões cutâneas e reduzir a carga viral.
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