CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024
Com relação aos transplantes de córnea relacionados à infecção prévia pelo vírus herpes simples, é correto afirmar:
Profilaxia com antiviral sistêmico ↑ sobrevida do enxerto em pacientes com histórico de Herpes.
O uso de antivirais sistêmicos em dose profilática é o padrão-ouro no pós-operatório de transplante de córnea em pacientes com histórico de HSV para prevenir recorrências e falência do enxerto.
O transplante de córnea em olhos com histórico de HSV é considerado de alto risco. A latência do vírus no gânglio trigêmeo permite reativações que podem mimetizar rejeições ou causar lise estromal. A evidência clínica favorece fortemente o uso de antivirais orais por pelo menos um ano após a cirurgia, ajustando a dose conforme a função renal e a intensidade da corticoterapia tópica.
Pacientes com histórico de ceratite por Herpes Simplex (HSV) têm alto risco de recorrência viral no enxerto, estimulada pelo trauma cirúrgico e pelo uso de corticoides. Estudos demonstram que a profilaxia com aciclovir oral (ex: 400mg 2x/dia) reduz significativamente a taxa de recorrência e aumenta a sobrevida do enxerto em comparação ao uso isolado de colírios.
A neovascularização profunda é um fator de risco importante para rejeição imunológica, mas não é uma contraindicação absoluta. O transplante pode ser realizado, mas exige um controle rigoroso da inflamação, uso prolongado de imunossupressores e, por vezes, técnicas como a cauterização de vasos ou uso de anti-VEGF pré-operatório.
Tanto o Herpes Simplex quanto o Herpes Zoster causam hipoestesia (redução da sensibilidade) corneana devido ao dano aos nervos ciliares. No entanto, a hipoestesia costuma ser mais intensa e persistente no Herpes Zoster Ocular. Essa perda de sensibilidade predispõe a defeitos epiteliais persistentes e ceratite neurotrófica após o transplante.
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