UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023
Mulher, 28a, refere dor e prurido vulvar, além de disúria. Refere que já teve três episódios semelhantes. Ao exame ginecológico, observa-se. A PRINCIPAL HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:
Dor, prurido vulvar e disúria recorrentes em mulher jovem → suspeitar de herpes genital.
A recorrência dos sintomas é uma característica chave do herpes genital, diferenciando-o de outras vulvovaginites. O vírus HSV-2 (mais comum) ou HSV-1 permanece latente nos gânglios nervosos e pode ser reativado por diversos fatores, causando novos episódios de lesões e sintomas.
O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível (IST) crônica causada pelo vírus herpes simplex (HSV), predominantemente o tipo 2 (HSV-2), embora o tipo 1 (HSV-1) também possa causar a doença. É uma das ISTs mais comuns globalmente, com alta prevalência e impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes devido à natureza recorrente da infecção. A compreensão de sua apresentação clínica é fundamental para o diagnóstico precoce e manejo adequado, especialmente em mulheres jovens com queixas vulvares. A fisiopatologia envolve a infecção inicial das células epiteliais, seguida pela migração do vírus para os gânglios nervosos sensoriais, onde estabelece latência. Fatores como estresse, imunossupressão, trauma ou menstruação podem levar à reativação viral e ao surgimento de novos episódios. Clinicamente, a presença de dor, prurido e disúria, associada à história de episódios semelhantes, é altamente sugestiva de herpes genital, mesmo na ausência de lesões vesiculares típicas no momento do exame. O tratamento visa aliviar os sintomas, acelerar a cicatrização das lesões e reduzir a frequência e gravidade das recorrências. Antivirais como aciclovir, valaciclovir e fanciclovir são a base da terapia, podendo ser usados em esquemas episódicos ou supressivos. É crucial orientar o paciente sobre a natureza crônica da doença, a importância da adesão ao tratamento e as medidas para prevenir a transmissão, como o uso de preservativos e a abstenção de relações sexuais durante os surtos.
Os sinais e sintomas mais comuns incluem dor, prurido, disúria, e o aparecimento de vesículas ou úlceras na região genital e perianal. Em casos de recorrência, os sintomas podem ser mais brandos e de menor duração.
O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. A confirmação laboratorial pode ser feita por PCR ou cultura viral das lesões, ou sorologia para detecção de anticorpos específicos (IgG) para HSV-1 e HSV-2.
O primeiro episódio de herpes genital costuma ser mais grave, com lesões mais extensas, dor intensa, febre, mal-estar e linfadenopatia. As recorrências tendem a ser mais leves, com menos lesões, menor duração e sintomas sistêmicos menos frequentes ou ausentes.
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