Herpes Genital: Diagnóstico, Sintomas e Tratamento Correto

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015

Enunciado

Paciente comparece ao consultório com queixas de dor e ardência em região genital há cerca de 4 dias, associada a aparecimento de pequenas lesões ulceradas, precedidas de lesões vesiculares em região vulvar. Ao exame: região genital externa hiperemiada e algo edemaciada com múltiplas lesões vesiculares intercaladas com pequenas úlceras dolorosas em grandes lábios. Presença de adenopatia inguinal bilateral dolorosa. Assinale a opção que consta o diagnóstico, agente etiológico e tratamento inicial CORRETO:

Alternativas

  1. A) Herpes genital; Herpes simplex vírus, aciclovir oral 200 mg 5x dia por 7 dias ou 400 mg de 8/8h por 7 dias.
  2. B) Cancro duro, Treponema pallidum, penicilina benzatina 1.200.000 UI dose única.
  3. C) Cancro mole, Haemophilus ducreyi; azitromicina 1 g V O em dose única.
  4. D) Donovanose, klebsiella granulomatis, doxiciclina 100 mg, V O, 12/12 horas por, no mínimo, 3 semanas.
  5. E) Linfogranoloma venéreo, Chlamydia trachomatis, azitromicina 1 g V O em dose única, seguido por 500 mg VO/dia por 3 semanas.

Pérola Clínica

Herpes genital → lesões vesiculares precedendo úlceras dolorosas + adenopatia inguinal.

Resumo-Chave

A apresentação clássica do herpes genital primário inclui vesículas que evoluem para úlceras dolorosas, hiperemia, edema e adenopatia inguinal bilateral. O tratamento antiviral com aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir é essencial para reduzir a duração e a gravidade dos sintomas.

Contexto Educacional

O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível (IST) comum, causada principalmente pelo vírus Herpes simplex tipo 2 (HSV-2) e, em menor grau, pelo HSV-1. Sua prevalência é alta globalmente, e a infecção pode ser assintomática ou manifestar-se com episódios recorrentes de lesões genitais. A importância clínica reside não apenas no desconforto físico, mas também no impacto psicossocial e no risco de transmissão, incluindo a vertical durante o parto. A fisiopatologia envolve a replicação viral nas células epiteliais da pele e mucosas, seguida de latência nos gânglios sensoriais. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história de lesões vesiculares que progridem para úlceras dolorosas, hiperemia e adenopatia inguinal. Testes laboratoriais como PCR ou cultura viral podem confirmar o diagnóstico, especialmente em casos atípicos. Deve-se suspeitar de herpes em qualquer paciente com úlceras genitais dolorosas e história de lesões vesiculares. O tratamento visa aliviar os sintomas, acelerar a cicatrização e reduzir a frequência de recorrências. Antivirais como aciclovir, valaciclovir e fanciclovir são a base da terapia, com doses e durações específicas para o primeiro episódio, episódios recorrentes e terapia supressiva. O prognóstico é bom com o tratamento adequado, mas a infecção é crônica e pode ter recorrências. Aconselhamento sobre prevenção e manejo das recorrências é fundamental.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos do herpes genital?

O herpes genital tipicamente se manifesta com lesões vesiculares agrupadas que evoluem para úlceras dolorosas, acompanhadas de dor, ardência, hiperemia e, frequentemente, adenopatia inguinal bilateral.

Qual o tratamento de primeira linha para o herpes genital?

O tratamento de primeira linha para o herpes genital é feito com antivirais como aciclovir, valaciclovir ou fanciclovir, que reduzem a duração e a intensidade dos sintomas, especialmente no primeiro episódio.

Como diferenciar herpes genital de outras úlceras genitais?

A principal característica que diferencia o herpes genital é a presença de lesões vesiculares que precedem as úlceras. Outras úlceras genitais, como as do cancro mole ou sífilis, não apresentam essa fase vesicular.

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