SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2020
Assinale a alternativa correta em relação ao herpes simples genital na gravidez:
Herpes genital na gravidez: maior risco de transmissão neonatal é no parto vaginal com lesões ativas.
A transmissão do vírus herpes simples (HSV) para o recém-nascido ocorre predominantemente durante o parto vaginal, quando há lesões herpéticas ativas no trato genital materno. A infecção neonatal por HSV é grave, com alta morbidade e mortalidade.
O herpes simples genital na gravidez é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão vertical para o recém-nascido, resultando em herpes neonatal, uma condição grave com alta morbidade e mortalidade. A maioria dos casos de herpes neonatal ocorre por transmissão intraparto, quando o bebê entra em contato com lesões ativas no canal de parto. A transmissão intra-útero é rara e a pós-natal, embora possível, é menos comum. O manejo da gestante com herpes genital envolve a supressão viral no final da gravidez para reduzir a frequência de surtos e a presença de lesões ativas no momento do parto. O aciclovir é o antiviral de escolha e é considerado seguro para uso durante a gestação, especialmente a partir da 36ª semana. A via de parto é determinada pela presença de lesões ativas. Se houver lesões herpéticas ativas (vesículas, úlceras) ou sintomas prodrômicos no início do trabalho de parto ou ruptura de membranas, a cesariana é indicada para minimizar o risco de transmissão. Na ausência de lesões ativas, o parto vaginal é seguro. O acompanhamento cuidadoso e a educação da paciente são fundamentais para um desfecho favorável.
O principal risco é a infecção neonatal por herpes simples (HSV), que pode causar doença grave com envolvimento do sistema nervoso central, pele, olhos e boca, e alta mortalidade se não tratada.
A cesariana é indicada para gestantes com lesões herpéticas ativas (vesículas, úlceras) ou sintomas prodrômicos (prurido, dor) no momento do trabalho de parto, a fim de evitar a exposição do recém-nascido ao vírus no canal de parto.
Sim, o aciclovir é considerado seguro para uso na gravidez, especialmente no terceiro trimestre, para suprimir surtos recorrentes e reduzir o risco de lesões ativas no parto, diminuindo a necessidade de cesariana.
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