Herpes Genital na Gravidez: Conduta no Parto com Lesões Ativas

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2023

Enunciado

Gestante é portadora de herpes genital e comparece na consulta com 39 semanas de gestação, relatando presença de lesões perineais confirmadas ao exame clínico. Nesse caso:

Alternativas

  1. A) Podemos permitir o parto vaginal e observar o recém-nascido.
  2. B) Podemos permitir o parto vaginal e tratar o recém-nascido com aciclovir.
  3. C) Indicar cesariana eletiva para proteção do recém-nascido .
  4. D) Indicar cesariana apenas se a gestante apresentar amniorrexe prematura.
  5. E) Podemos permitir o parto vaginal e tratar o recém-nascido com globulina.

Pérola Clínica

Herpes genital ativo (lesões) em gestante a termo → Cesariana eletiva para prevenir transmissão neonatal.

Resumo-Chave

A presença de lesões herpéticas ativas no períneo de uma gestante a termo (39 semanas) é uma indicação absoluta para cesariana eletiva, a fim de evitar a transmissão vertical do vírus herpes simplex (HSV) para o recém-nascido durante o parto vaginal, que pode causar herpes neonatal grave.

Contexto Educacional

O herpes genital na gravidez é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão vertical para o recém-nascido, que pode resultar em herpes neonatal, uma condição com alta morbimortalidade. A prevalência de herpes genital é alta, e muitas mulheres podem ser assintomáticas ou ter infecções recorrentes. A principal via de transmissão é o contato do recém-nascido com as lesões herpéticas ativas no canal de parto. A fisiopatologia da transmissão ocorre quando o feto é exposto ao vírus herpes simplex (HSV) presente nas lesões maternas durante a passagem pelo canal de parto. O diagnóstico de lesões ativas é clínico, e a conduta é crucial. Em gestantes com lesões herpéticas ativas (primárias ou recorrentes) ou sintomas prodrômicos (dor, prurido, parestesia) no início do trabalho de parto ou com membranas rotas, a cesariana eletiva é a via de parto recomendada para minimizar o risco de exposição fetal. A profilaxia antiviral com aciclovir pode ser considerada a partir de 36 semanas de gestação para reduzir a frequência de recorrências e a necessidade de cesariana. No entanto, se as lesões estiverem presentes no momento do parto, a cesariana é a conduta de escolha. O tratamento do herpes neonatal, se ocorrer, envolve altas doses de aciclovir intravenoso, mas o prognóstico ainda pode ser reservado, justificando a importância da prevenção.

Perguntas Frequentes

Qual o risco de transmissão do herpes genital para o recém-nascido durante o parto vaginal?

O risco é significativo quando há lesões herpéticas ativas no trato genital materno no momento do parto, podendo levar ao herpes neonatal, uma infecção grave.

Quando a cesariana é indicada para gestantes com herpes genital?

A cesariana eletiva é indicada quando há lesões herpéticas ativas (primárias ou recorrentes) no trato genital ou sintomas prodrômicos no início do trabalho de parto ou amniorrexe.

Quais as consequências do herpes neonatal para o recém-nascido?

O herpes neonatal pode causar doença disseminada, encefalite ou doença mucocutânea, com alta morbimortalidade e sequelas neurológicas graves.

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