Herpes Genital na Gravidez: Quando Indicar Cesariana?

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024

Enunciado

Gestante de 39 semanas, comparece à maternidade em trabalho de parto, dilatação 5 cm, apresentação cefálica, bolsa íntegra. No cartão da gestante há referência a episódio de herpes genital durante o pré-natal. A conduta adequada nesse caso é:

Alternativas

  1. A) Indicar cesárea.
  2. B) Pode ser realizado parto normal mesmo que haja qualquer tipo de lesão ativa por herpes.
  3. C) Se o herpes estiver na fase vesiculosa pode ser tentado parto normal.
  4. D) Indicar cesárea somente se houver lesão ativa por herpes.

Pérola Clínica

Herpes genital na gravidez → Cesárea APENAS se lesão ativa no trabalho de parto.

Resumo-Chave

A presença de histórico de herpes genital durante o pré-natal não é uma indicação absoluta de cesariana. A cesárea é indicada apenas se houver lesões herpéticas ativas (vesículas, úlceras) no trato genital materno no momento do trabalho de parto ou ruptura de membranas, para evitar a transmissão vertical para o recém-nascido.

Contexto Educacional

O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível comum, causada principalmente pelo vírus Herpes simplex tipo 2 (HSV-2) e, em menor grau, pelo HSV-1. Em gestantes, a principal preocupação é a transmissão vertical para o recém-nascido, que pode resultar em herpes neonatal, uma condição grave com altas taxas de morbidade e mortalidade, afetando o sistema nervoso central, pele, olhos e boca. A transmissão ocorre predominantemente durante o parto vaginal, quando o feto entra em contato com lesões herpéticas ativas no trato genital materno. O risco é maior em infecções primárias maternas próximas ao termo, devido à ausência de anticorpos protetores maternos. No entanto, a maioria dos casos de herpes neonatal ocorre em mulheres sem histórico conhecido de lesões ativas no parto. A conduta no trabalho de parto depende da presença de lesões ativas. Se houver lesões herpéticas ativas (vesículas, úlceras, pústulas) no trato genital materno ou pródromos no momento do trabalho de parto ou ruptura de membranas, a cesariana é indicada para evitar a exposição do feto ao vírus. Se não houver lesões ativas, o parto vaginal pode ser realizado com segurança. A terapia antiviral supressiva a partir de 36 semanas de gestação é recomendada para gestantes com histórico de herpes genital recorrente, a fim de reduzir o risco de lesões ativas no parto.

Perguntas Frequentes

Qual o risco da transmissão vertical do herpes genital para o recém-nascido?

O risco é maior quando há lesões ativas no trato genital materno no momento do parto vaginal, podendo causar herpes neonatal, uma infecção grave com alta morbimortalidade.

O que constitui uma lesão ativa de herpes genital no momento do parto?

Lesões ativas incluem vesículas, úlceras, pústulas ou crostas frescas na vulva, vagina, colo do útero ou região perianal. Pródromos como prurido ou parestesia não são considerados lesões ativas.

Existe alguma medida profilática para gestantes com histórico de herpes genital?

Sim, a terapia antiviral supressiva (ex: aciclovir, valaciclovir) pode ser oferecida a partir de 36 semanas de gestação para reduzir o risco de recorrências e a necessidade de cesariana.

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