UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2022
M.A.S., 18 anos, G2P1NA0, IG: 39 semanas e 6 dias, admitida em pronto atendimento com queixa de contrações frequentes. Nega comorbidades, mas refere aparecimento de lesões dolorosas na vulva há uma semana. Ao exame: dinâmica uterina 3 contrações de 40 segundos em 10 minutos, BCF: 138 bpm, colo 70% apagado, centralizado, 08 cm de dilatação, bolsa íntegra, cefálico, plano 0 De Lee. Inspeção da vulva com lesões bolhosas e dolorosas de acordo com imagem abaixo.Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre o agente etiológico e a via de parto que deve ser orientada.
Herpes genital ativo (lesões bolhosas/úlceras) no trabalho de parto = Cesariana para prevenir transmissão vertical.
A presença de lesões herpéticas ativas (bolhas ou úlceras) na vulva ou colo do útero no momento do trabalho de parto é uma indicação absoluta para cesariana. Isso visa reduzir drasticamente o risco de transmissão vertical do vírus herpes simples (HSV) para o recém-nascido, que pode causar herpes neonatal, uma condição grave e potencialmente fatal.
O herpes genital, causado pelo vírus herpes simples (HSV-1 ou HSV-2), é uma infecção sexualmente transmissível comum que apresenta riscos significativos durante a gravidez e o parto. A principal preocupação é a transmissão vertical do vírus para o recém-nascido, que pode resultar em herpes neonatal, uma condição grave com alta morbidade e mortalidade. A presença de lesões herpéticas ativas (bolhas, úlceras, crostas) na vulva, vagina, colo do útero ou região perianal no momento do trabalho de parto ou da ruptura das membranas é uma indicação absoluta para a realização de cesariana. Esta medida visa evitar o contato do recém-nascido com as lesões durante a passagem pelo canal de parto, que é a principal via de transmissão. Mesmo em gestantes com histórico de herpes genital, mas sem lesões ativas no momento do parto, o risco de transmissão é menor, e o parto vaginal pode ser considerado, especialmente se houver profilaxia antiviral nas últimas semanas de gestação (a partir da 36ª semana) para suprimir surtos. No entanto, a identificação de lesões ativas, como no caso da questão, exige a mudança imediata para a via de parto cesariana para proteger o neonato.
A cesariana é indicada quando há lesões herpéticas ativas (bolhas, úlceras ou crostas) na vulva, vagina, colo do útero ou região perianal no início do trabalho de parto ou ruptura de membranas.
A transmissão vertical do HSV pode causar herpes neonatal, uma infecção grave que afeta a pele, olhos, boca, sistema nervoso central e órgãos viscerais, com alta taxa de mortalidade e sequelas neurológicas.
Sim, se não houver lesões ativas no momento do parto e a gestante tiver feito profilaxia antiviral nas últimas semanas de gestação, o parto vaginal pode ser considerado.
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