HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
Gestante, 26 anos, primigesta, refere ter apresentado 3 episódios de herpes genital durante a gravidez. Durante o trabalho de parto, não foram constatadas lesões herpéticas visíveis. Deve-se realizar:
Herpes genital na gravidez: se sem lesões ativas no trabalho de parto → parto vaginal é seguro, sem aciclovir profilático.
A principal preocupação com herpes genital na gravidez é a transmissão vertical para o neonato, que ocorre principalmente durante o parto vaginal se houver lesões ativas. Na ausência de lesões visíveis no trabalho de parto, o parto vaginal é seguro e não há indicação de aciclovir profilático intraparto.
O herpes genital na gravidez é uma preocupação devido ao risco de transmissão vertical para o neonato, que pode resultar em herpes neonatal, uma condição grave com alta morbimortalidade. A transmissão ocorre principalmente durante o parto vaginal, quando o bebê entra em contato com lesões herpéticas ativas no canal de parto. A paciente do caso, com histórico de múltiplos episódios de herpes genital durante a gravidez, mas sem lesões visíveis no trabalho de parto, representa uma situação comum. Nesses casos, a conduta é permitir o parto vaginal, pois a ausência de lesões ativas no momento do parto minimiza significativamente o risco de transmissão. A profilaxia com aciclovir oral é recomendada a partir da 36ª semana de gestação para gestantes com histórico de herpes recorrente, com o objetivo de suprimir os surtos e reduzir a necessidade de cesariana. Contudo, se não houver lesões ativas no trabalho de parto, não há indicação para cesariana ou para a administração de aciclovir intraparto, pois o benefício adicional é mínimo e o parto vaginal é considerado seguro.
O risco de transmissão vertical é maior quando a mãe adquire a infecção primária no terceiro trimestre ou quando há lesões herpéticas ativas no canal de parto, podendo causar herpes neonatal grave.
A cesariana é indicada se houver lesões herpéticas ativas (úlceras, vesículas) ou sintomas prodrômicos (prurido, dor) no início do trabalho de parto, para evitar o contato do neonato com o vírus no canal de parto.
Sim, a profilaxia com aciclovir oral é recomendada a partir da 36ª semana de gestação para gestantes com histórico de herpes genital recorrente, a fim de reduzir a frequência de surtos e a necessidade de cesariana.
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