ENARE/ENAMED — Prova 2024
Durante um plantão no pronto-socorro obstétrico, o médico avalia uma paciente de 10 semanas de gestação apresentando múltiplas vesículas em região vaginal com diagnóstico clínico de herpes genital, sendo a primo-infecção. Quanto ao tratamento para esse caso, é correto indicar
Herpes genital (primo-infecção) na gestação → Aciclovir 400 mg 3x/dia por 7 dias.
A primo-infecção herpética na gestação é uma condição que requer tratamento antiviral para reduzir a duração e a gravidade dos sintomas, além de minimizar o risco de transmissão vertical. O aciclovir é a droga de escolha devido ao seu perfil de segurança bem estabelecido na gravidez.
A herpes genital na gestação, especialmente a primo-infecção, é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão vertical para o recém-nascido, que pode resultar em herpes neonatal, uma doença grave com alta taxa de mortalidade e sequelas neurológicas. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para minimizar esses riscos. O tratamento antiviral é indicado para reduzir a replicação viral, aliviar os sintomas maternos e diminuir a chance de transmissão. O aciclovir é o medicamento de escolha, com um perfil de segurança bem estabelecido durante a gravidez. A dose e a duração do tratamento variam conforme seja uma primo-infecção ou uma recorrência, sendo a primo-infecção mais agressiva e exigindo um regime mais robusto. Para residentes, é fundamental conhecer as diretrizes de tratamento e manejo da herpes genital na gestação. Além do tratamento agudo, a profilaxia antiviral no final da gestação pode ser indicada para mulheres com histórico de herpes recorrente, a fim de prevenir lesões ativas no momento do parto e, consequentemente, reduzir a necessidade de cesariana.
A primo-infecção herpética na gestação, especialmente no terceiro trimestre, aumenta significativamente o risco de herpes neonatal, uma condição grave com alta morbimortalidade.
O aciclovir é o antiviral de escolha na gestação devido à sua segurança comprovada e vasta experiência de uso, com baixo risco de teratogenicidade.
A primo-infecção geralmente requer um curso de tratamento mais longo e doses mais altas de antiviral, enquanto as recorrências podem ser tratadas com cursos mais curtos ou supressão profilática no final da gestação.
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