INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2022
Uma gestante de 26 semanas apresenta um segundo episódio de herpes genital. Visando evitar a transmissão vertical, a conduta correta, segundo o Ministério da Saúde, seria:
Herpes genital recorrente em gestante → profilaxia supressiva com aciclovir a partir de 36 semanas para reduzir risco de transmissão vertical.
O Ministério da Saúde e outras diretrizes recomendam a profilaxia supressiva com antiviral (geralmente aciclovir) para gestantes com histórico de herpes genital recorrente, iniciando a partir da 36ª semana de gestação. O objetivo é reduzir a frequência de lesões ativas no momento do parto, diminuindo o risco de transmissão vertical para o recém-nascido.
O herpes genital na gestação representa um risco significativo para o recém-nascido devido à possibilidade de transmissão vertical do vírus Herpes Simplex (HSV), que pode causar herpes neonatal, uma condição grave com alta morbimortalidade. A transmissão ocorre principalmente durante o parto vaginal, quando o bebê entra em contato com lesões ativas no canal de parto. A prevenção da transmissão vertical é um pilar fundamental no manejo da gestante com herpes genital. As diretrizes do Ministério da Saúde e de outras sociedades médicas recomendam a profilaxia supressiva com antivirais, como o aciclovir, em gestantes com histórico de infecção recorrente. Esta profilaxia visa diminuir a frequência e a gravidade das recorrências no final da gestação. A conduta padrão é iniciar a profilaxia supressiva a partir da 36ª semana de gestação e mantê-la até o parto. Se houver lesões ativas ou sintomas prodrômicos no início do trabalho de parto ou após a ruptura das membranas, a cesariana é indicada para evitar o contato do recém-nascido com o vírus. O tratamento do episódio agudo durante a gestação também é importante, mas a profilaxia supressiva é a medida chave para a prevenção da transmissão vertical.
O principal objetivo é reduzir a ocorrência de lesões herpéticas ativas no momento do parto, minimizando assim o risco de transmissão vertical do vírus herpes simplex para o recém-nascido durante o parto vaginal.
Segundo as diretrizes, a profilaxia supressiva com aciclovir (ou valaciclovir) deve ser iniciada a partir da 36ª semana de gestação e mantida até o parto.
A cesariana é indicada se houver lesões herpéticas ativas (vesículas, úlceras) ou sintomas prodrômicos (dor, prurido) no momento do trabalho de parto ou ruptura das membranas, independentemente da profilaxia.
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